Que mundo é este?
A liberdade que outrora sonhou o filósofo Aristóteles, como possibilidade do homem pensar, realizar, criar e viver transformou-se em pesadelo. Parece que não reconhecemos mais o verdadeiro sentido das coisas. Há uma correria generalizada, mas em que direção? Em troca do quê? E, acima de tudo, em busca do quê? Que mundo é este?
Formaram-se países onde castram a liberdade em toda a sua forma de expressão.Constituíram-se sociedades democráticas, onde as leis e os direitos de igualdade privilegiam os detentores do poder e o mais favorecidos.
Construíram-se sistemas econômicos capitalistas, onde plantam o sonho da prosperidade, mas o que colhem é a miséria e a pobreza, cada vez mais acentuada.
Criaram-se valores e costumes morais enraizados na proibição e na repressão como regra de conduta.
Desenvolveram-se os meios de produção agrícola e industrial, mas o que cresce é o desemprego, a fome e a devastação do planeta.
Superou-se o medo da morte por problemas cardíacos devido aos avanços tecnológicos da medicina, mas muita gente ainda morre pela simples falta da disponibilidade dos serviços da área da saúde.
Informatizou-se a comunicação e globalizou o planeta, mas aumenta o número da população que continua excluída.
Que mundo é este?
De um povo que morre por que corre sem rumo e sem ao menos saber a direção.Da família constituída pela intolerância e discórdia, que fomenta o amor e o ódio nas suas relações e que espanca suas crianças pela instabilidade de suas emoções.
De jovens que abandonam os estudos em busca de emprego para ajudar a família e depois alongam as filas do desemprego, pois não têm a qualificação para o trabalho.
De crianças vítimas da violência doméstica, do abuso sexual e das drogas, que vagam pelas ruas da cidade em busca de sonhos, cuja realização, para muitos, ficará apenas no desejo despertado pelo olhar das vitrines e lojas.
De pessoas que buscam a liberdade no uso de substâncias químicas, mas depois se encontram escravas do vício, servas de seu prazer.
De fantasias e ilusões, de rancores e paixões, de fé e esperança, que mobiliza esse povo sofrido e oprimido que continua a correr, que continua a buscar, que continua sem saber, mas continua a viver.
De fantasias e ilusões, de rancores e paixões, de fé e esperança, que mobiliza esse povo sofrido e oprimido que continua a correr, que continua a buscar, que continua sem saber, mas continua a viver.
Ah! Este é o nosso mundo.
O mundo que sonhou Aristóteles!
“A esperança é o sonho do homem acordado.”
“Os extremos são vícios. No meio deles é que está a virtude.”
“O homem livre é senhor de sua vontade e somente escravo de sua consciência.”