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O Pior Sintoma é Aquele que Não Vemos! A Prática da Saúde Preventiva é uma boa opção para a melhoria da Qualidade de Vida.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Vida e Profissão – Dois mundos, uma só pessoa, ou equilíbrio emocional?

Existe isto, separar os problemas pessoais dos problemas profissionais?
É o que muitos dizem – é preciso aprender a separar as coisas. Mas não é fácil, pois o portador dos problemas, não importa a origem, é a mesma pessoa. Outra coisa que pensamos muito pouco é na divisão do nosso tempo ao longo do dia. O dia tem 24 horas, nem mais e nem menos.

Quanto tempo é gasto com as questões pessoais? Quanto tempo é gasto com as questões profissionais?

Existem inúmeros problemas e situações a serem pensadas em termos de uso do tempo disponível, mas sempre haverá as preocupações com os assuntos familiares e com o progresso na carreira, solteiros ou casados. Há uma realidade presente em ambos os casos, a necessidade de trabalhar para gerar renda e poder contribuir para o sustento da família. A dimensão deste compromisso também será a dimensão da responsabilidade e preocupação com a necessidade de manter e prosperar no emprego para garantir a sobrevivência familiar.

Quando falamos em sobrevivência, estamos pensando em atender as necessidades básicas de qualquer pessoa, que segundo Maslow, são as necessidades fisiológicas de sustentação da vida do ser humano como alimentação, respiração, reprodução, descanso, abrigo, vestimenta, entre outras. Embora seja a base na hierarquia das necessidades, aqui já ocorre uma geração de tensão, pois há os problemas decorrentes do próprio trabalho, o fantasma do desemprego que ronda o mundo corporativo e o peso da responsabilidade na participação na renda familiar, levando a pessoa à constante adaptação e expectativa de progredir para manter o emprego e garantir a satisfação de mais uma de suas necessidades, segurança.
Ao agregar os filhos na composição familiar, uma nova proporção de responsabilidade e preocupação passará a tomar conta dos pensamentos da pessoa. O desenvolvimento e crescimento dos filhos se incumbirão de colocar os problemas decorrentes do percurso de suas próprias vidas, mobilizando maior atenção e tempo nas questões familiares. Não podemos deixar de considerar a possibilidade de surgimento de doenças e de problemas nos inter-relacionamentos familiares, que, por menor que sejam geram preocupação e mobilizam a atenção e tempo das pessoas.

Em geral, esse é o quadro na vida da maioria das pessoas que fazem parte da grande massa da população e ocupam uma vaga de emprego, tendo a força do seu trabalho como a sua trajetória de vida e a busca do sucesso profissional a sua realização.
É esta pessoa, carregada de anseios e expectativas que, diariamente, irá cumprir seu papel e sua função em uma empresa e constituir o chamado ambiente organizacional.

O mercado de trabalho é divido em vários setores de atuação, comércio, financeiro, industrial, saúde, educação, serviços, etc. e, cada um deles, tem uma característica própria, sua linguagem e os problemas específicos de sua área de atuação, quer seja público ou privado.
Trabalhar em qualquer setor significa se submeter às suas especificidades e regras. Ampliar o conhecimento em sua área de atuação, ser criativo e inovador, flexível e colaborador, além do chamado “vestir a camisa”, é condição determinante para conseguir obter sucesso na carreira profissional e se fazer presente no chamado mundo corporativo.

Retomando a divisão do tempo, veremos que a maior parte dele é destinada às questões do trabalho, pois, em geral, oito horas dia é trabalhada, a pessoa dorme em média seis horas, tem uma hora para o almoço e gasta quatro horas no trânsito para a ida e a volta do trabalho. Tirando a hora para o jantar, sobra apenas quatro horas do dia para se dedicar à família e, eventualmente, fazer um curso de aprimoramento como investimento na profissão.
Daí a importância em pensar em qualidade de vida no trabalho agregando o conceito de saúde preconizado pela O.M.S. (Organização Mundial de Saúde) como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças”, pois a maior parte do tempo de uma pessoa é dedicada às questões do trabalho.

Gostaria de acrescentar dentro desta perspectiva de saúde, o lado espiritual. Pois, em geral, todos têm uma crença em um poder superior que nos ajuda nas situações insolúveis. Vemos isto em todos os lugares, mas notadamente em partidas de futebol, quando os jogadores manifestam suas crenças ao entrarem em campo. As igrejas e templos estão lotados. Parece que houve uma convergência das pessoas na busca de um consolo espiritual.

 Vivemos, como todos sabem, uma nova era, uma nova configuração social, um mundo totalmente interligado e realmente globalizado. Podemos supor que não conseguimos dar conta dessa nova "carga" sozinhos. É um novo tempo, e exige adaptação à uma nova realidade.


Dentro desta perspectiva vemos que ainda se trata de uma só pessoa, tentando se adaptar à uma nova forma de viver!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A LIBERDADE DA CONSCIÊNCIA

Estranho falar em liberdade da consciência?

A consciência é um atributo que posiciona o indivíduo em relação ao mundo exterior e mundo interior. Para a saúde é um parâmetro importantíssimo de avaliação da capacidade neurológica e da atividade psíquica de uma pessoa. Retrata também, a sua capacidade de estabelecer contato com a realidade e com os fenômenos que circundam sua vida.

O princípio de Descartes “penso, logo existo”, demonstra um estado de consciência de si mesmo, da própria existência. O ser humano possui ainda, a consciência moral que lhe da um parâmetro para as suas ações com o moralmente prescrito e o proibido. A forma como a pessoa se expressa demonstra seu estado de consciência em relação à vida e a sua comunicação poderá ser pela escrita, corporal, verbal e através de imagens.

Estamos acostumados a ouvir e reivindicar o direito de expressão, mas nem sempre este direito é sinônimo de liberdade. Embora uma coisa não esteja atrelada a outra, liberdade de expressão não é, necessariamente, sinônimo de liberdade da consciência. Às vezes, uma ideia, um hábito, se transforma em uma crença e pode nos escravizar e tornar-se “senhor” de nossos atos.

São estas crenças que vão nos prender e criar raízes tão profundas que, quando nos dermos conta que há algo errado, não conseguiremos mais nos mover.

Parece algo simples, mas é extremamente difícil lidar com esta situação. Um exemplo fácil de comparação é analisar o grau de dificuldade quando pensamos em mudar um hábito, abandonar um vício ou, um simples um comportamento... deu pra enxergar o que estou tentando dizer?

Cada caso é um caso, mas é provável que já vivenciaram alguma experiência com amigos ou na própria família com o caso de dependência química (álcool, tabagismo, drogas). Estes casos são mais fáceis de “ver” as consequências destas crenças em ação, pois, na verdade, estão recheados de falsas crenças, tanto do usuário, como da maioria dos envolvidos.

Citei este exemplo pela sua complexidade, mas principalmente, pela extensão de suas consequências para o indivíduo, para a família e para a nossa sociedade. È indiscutível a gravidade e à proporção que o tema vem tomando e a necessidade de mobilização das pessoas e dos governos em todas as esferas. No entanto, parece que o problema se multiplica, por mais que se faça para resolvê-lo.

Esta situação também caracteriza a típica reivindicação do direito e da liberdade. A liberdade da pessoa de fazer o que quer e o que julga ser de direito. Mas que liberdade é esta que o escraviza e que mutila o direito e a liberdade de outros, pois todos ficam reféns das consequências de seus frutos a doença, a violência e a desestruturação familiar e social.

Tomar consciência de si mesmo, de quais princípios e valores norteiam nosso rumo pode ser o primeiro passo para uma verdadeira liberdade e para o direito de usufruir e construir uma comunidade sadia e uma sociedade menos desigual e realmente livre. O pior sintoma é aquele que não vemos.

A liberdade da consciência pode ser o primeiro passo!