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O Pior Sintoma é Aquele que Não Vemos! A Prática da Saúde Preventiva é uma boa opção para a melhoria da Qualidade de Vida.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A LIBERDADE DA CONSCIÊNCIA

Estranho falar em liberdade da consciência?

A consciência é um atributo que posiciona o indivíduo em relação ao mundo exterior e mundo interior. Para a saúde é um parâmetro importantíssimo de avaliação da capacidade neurológica e da atividade psíquica de uma pessoa. Retrata também, a sua capacidade de estabelecer contato com a realidade e com os fenômenos que circundam sua vida.

O princípio de Descartes “penso, logo existo”, demonstra um estado de consciência de si mesmo, da própria existência. O ser humano possui ainda, a consciência moral que lhe da um parâmetro para as suas ações com o moralmente prescrito e o proibido. A forma como a pessoa se expressa demonstra seu estado de consciência em relação à vida e a sua comunicação poderá ser pela escrita, corporal, verbal e através de imagens.

Estamos acostumados a ouvir e reivindicar o direito de expressão, mas nem sempre este direito é sinônimo de liberdade. Embora uma coisa não esteja atrelada a outra, liberdade de expressão não é, necessariamente, sinônimo de liberdade da consciência. Às vezes, uma ideia, um hábito, se transforma em uma crença e pode nos escravizar e tornar-se “senhor” de nossos atos.

São estas crenças que vão nos prender e criar raízes tão profundas que, quando nos dermos conta que há algo errado, não conseguiremos mais nos mover.

Parece algo simples, mas é extremamente difícil lidar com esta situação. Um exemplo fácil de comparação é analisar o grau de dificuldade quando pensamos em mudar um hábito, abandonar um vício ou, um simples um comportamento... deu pra enxergar o que estou tentando dizer?

Cada caso é um caso, mas é provável que já vivenciaram alguma experiência com amigos ou na própria família com o caso de dependência química (álcool, tabagismo, drogas). Estes casos são mais fáceis de “ver” as consequências destas crenças em ação, pois, na verdade, estão recheados de falsas crenças, tanto do usuário, como da maioria dos envolvidos.

Citei este exemplo pela sua complexidade, mas principalmente, pela extensão de suas consequências para o indivíduo, para a família e para a nossa sociedade. È indiscutível a gravidade e à proporção que o tema vem tomando e a necessidade de mobilização das pessoas e dos governos em todas as esferas. No entanto, parece que o problema se multiplica, por mais que se faça para resolvê-lo.

Esta situação também caracteriza a típica reivindicação do direito e da liberdade. A liberdade da pessoa de fazer o que quer e o que julga ser de direito. Mas que liberdade é esta que o escraviza e que mutila o direito e a liberdade de outros, pois todos ficam reféns das consequências de seus frutos a doença, a violência e a desestruturação familiar e social.

Tomar consciência de si mesmo, de quais princípios e valores norteiam nosso rumo pode ser o primeiro passo para uma verdadeira liberdade e para o direito de usufruir e construir uma comunidade sadia e uma sociedade menos desigual e realmente livre. O pior sintoma é aquele que não vemos.

A liberdade da consciência pode ser o primeiro passo!