Dia 20 de fevereiro é o Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo e traz consigo novas lições e velhas questões sobre o assunto. Pois, a cada ano, ao se fazer o balanço sobre o tema, vimos que o estrago, normalmente, é grande. Entre os prós e os contras, a balança pesa mais para o lado dos contras. O que nos leva também a um questionamento antigo: Há drogas e Álcool por que tem fornecedor, ou porque tem usuário? Se não houvesse usuário, haveria fornecedor?
Polêmicas à parte, até mesmo por se tratar de um assunto muito complexo e, a estas alturas, a loucura já está instalada. Chamo de loucura porque me parece uma luta eterna e sem fim, pois os vícios estão muito presentes, em toda a história da humanidade, em todo o mundo.
Vejo como positivo qualquer movimento, qualquer ação que possa desencadear o questionamento, a reflexão e, principalmente, a conscientização de cada pessoa sobre essa questão. Como já me referi anteriormente, muitas famílias padecem com esse problema por terem um ente querido preso nas garras do vício, que, diga-se de passagem, cresce assustadoramente o consumo das drogas e do álcool na nossa sociedade.
Acho que a tomada de consciência quer na esfera individual, familiar e por fim, na sociedade como um todo, é um grande passo para se achar a melhor forma de lidar com esta questão.
Também citei em um de meus escritos no blog, que esta nova configuração social, trazida pela globalização, trouxe maior velocidade e novas formas de comunicação, mas também, novas formas do adoecer psíquico. Com certeza, nossos antepassados viviam situações de muito estresse, que os levavam a buscar um alívio para seus sofrimentos, e o álcool e o ópio, a partir de um determinado período eram suas alternativas, como nos conta a história. Herdamos, portanto essa carga genética do corpo e me parece que também da mente, pois, não sabemos viver sem uma “bengala” que nos ajude a suportar a carga do dia a dia.
Podemos crer que os jovens e as pessoas, de uma forma geral, estão também mais informados, mais comprometidos com o que está acontecendo ao seu redor. O processo de aprendizado e informação é hoje numa velocidade assustadora e se dá, cada vez mais cedo. Ouvi uma reportagem há pouco tempo, em que dava conta de uma pesquisa realizada na Inglaterra com crianças de até cinco anos de idade, onde constataram que muitos tinham dificuldade de segurar um lápis para escrever, mas já sabiam manusear um mouse de computador com muita facilidade. Por isso, acredito no processo de conscientização e vejo como positivo qualquer ação e informação orientadora sobre os males causados pelas drogas e pelo alcoolismo. Daí a importância de bons amigos, da prática esportiva e tantas outras atividades sadias, sem necessidade do vício.
Quero ressaltar a importância do comprometimento de todos de todas as profissões, das empresas, das escolas, dos nossos governantes, em propiciar o acesso à informação e o esclarecimento sobre estas questões.
A frase do escritor russo Leon Tolstoi é bem presente para a reflexão: “Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”.
A frase do escritor russo Leon Tolstoi é bem presente para a reflexão: “Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”.
Claro que devemos respeitar a liberdade e as escolhas de todo mundo. No entanto, não podemos nos omitir em fazer uso de todas as ferramentas e meios de comunicação, para mostrar ao usuário de droga e de álcool que o que ele esta perdendo para o vício é, exatamente, sua liberdade de escolha.