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O Pior Sintoma é Aquele que Não Vemos! A Prática da Saúde Preventiva é uma boa opção para a melhoria da Qualidade de Vida.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A Eterna Luta do Combate às Drogas e Alcoolismo

Dia 20 de fevereiro é o Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo e traz consigo novas lições e velhas questões sobre o assunto. Pois, a cada ano, ao se fazer o balanço sobre o tema, vimos que o estrago, normalmente, é grande. Entre os prós e os contras, a balança pesa mais para o lado dos contras.  O que nos leva também a um questionamento antigo: Há drogas e Álcool por que tem fornecedor, ou porque tem usuário? Se não houvesse usuário, haveria fornecedor?
Polêmicas à parte, até mesmo por se tratar de um assunto muito complexo e, a estas alturas, a loucura já está instalada. Chamo de loucura porque me parece uma luta eterna e sem fim, pois os vícios estão muito presentes, em toda a história da humanidade, em todo o mundo.
Vejo como positivo qualquer movimento, qualquer ação que possa desencadear o questionamento, a reflexão e, principalmente, a conscientização de cada pessoa sobre essa questão.  Como já me referi anteriormente, muitas famílias padecem com esse problema por terem um ente querido preso nas garras do vício, que, diga-se de passagem, cresce assustadoramente o consumo das drogas e do álcool na nossa sociedade.
Acho que a tomada de consciência quer na esfera individual, familiar e por fim, na sociedade como um todo, é um grande passo para se achar a melhor forma de lidar com esta questão.
Também citei em um de meus escritos no blog, que esta nova configuração social, trazida pela globalização, trouxe  maior velocidade e novas formas de comunicação, mas também, novas formas do adoecer psíquico. Com certeza, nossos antepassados viviam situações de muito estresse, que os levavam a buscar um alívio para seus sofrimentos, e o álcool e o ópio, a partir de um determinado período eram suas alternativas, como nos conta a história. Herdamos, portanto essa carga genética do corpo e me parece que também da mente, pois, não sabemos viver sem uma “bengala” que nos ajude a suportar a carga do dia a dia.
Podemos crer que os jovens e as pessoas, de uma forma geral, estão também mais informados, mais comprometidos com o que está acontecendo ao seu redor. O processo de aprendizado e informação é hoje numa velocidade assustadora e se dá, cada vez mais cedo.  Ouvi uma reportagem há pouco tempo, em que dava conta de uma pesquisa realizada na Inglaterra com crianças de até cinco anos de idade, onde constataram que muitos tinham dificuldade de segurar um lápis para escrever, mas já sabiam manusear um mouse de computador com muita facilidade. Por isso, acredito no processo de conscientização e vejo como positivo qualquer ação e informação orientadora sobre os males causados pelas drogas e pelo alcoolismo. Daí a importância de bons amigos, da prática esportiva e tantas outras atividades sadias, sem necessidade do vício.
Quero ressaltar a importância do comprometimento de todos de todas as profissões, das empresas, das escolas, dos nossos governantes, em propiciar o acesso à informação e o esclarecimento sobre estas questões.

A frase do escritor russo Leon Tolstoi é bem presente para a reflexão: “Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”.
Claro que devemos respeitar a liberdade e as escolhas de todo mundo. No entanto, não podemos nos omitir em fazer uso de todas as ferramentas e meios de comunicação, para mostrar ao usuário de droga e de álcool que o que ele esta perdendo para o vício é, exatamente, sua liberdade de escolha.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Datas que Marcam uma Vida

O nosso calendário registra no mês de fevereiro três datas especiais, que embora em distintos motivos, têm uma afinidade muito grande. No dia 14/02 é o dia da Amizade, no dia 19/02 é o dia do Esportista e no dia 20/02, dia Nacional do Combate às drogas e ao alcoolismo.
Tem ou não tem afinidade? Deixe-me explicar o meu ponto de vista.
Em toda a existência de qualquer ser humano, logo nos primeiros momentos de nossas vidas, buscamos um amigo, aquele que compartilhará conosco os bons e os maus momentos. Depois dos pais, é a pessoa mais importante em nossa vida. Colegas são muitos, mas amigo; amigo de verdade, serão poucos, talvez apenas um.
O interessante é que em prol da amizade topamos qualquer parada, lutamos com qualquer um e superamos qualquer obstáculo. Este relacionamento pode nos levar para uma vida saudável, boas turmas, bons ambientes, e até mesmo, incentivar a atividade esportiva, como pode também, nos conduzir para o caminho contrário, muitas vezes às drogas ou alcoolismo. Não que o amigo, ou amigos nos amarre e coloque em nossa boca, mas, geralmente, esse vínculo se dá em um momento em que o ser humano passa por uma das fases de desenvolvimento mais complicado e da maior importância, a formação de sua identidade, no período da adolescência. Claro que tem muitas outras questões envolvidas neste processo e neste período, mas poder dizer – meu amigo (a), ter uma amizade nesta época, não tem preço que pague. É tão lindo e especial como o primeiro amor. Se é que o amigo (a) já não o seja.
Muito tem sido feito para esclarecer sobre os males das drogas e do álcool, mas sentimos que ainda não foi o suficiente haja vista, as constantes notícias de acidentes envolvendo o alcoolismo e os inúmeros problemas relacionados às drogas.
 Quantos jovens, quantas famílias sofrem com esses males.
A atividade esportiva tem sido incentivada e podemos ver crescer o interesse de muitos jovens em praticar algum esporte, em levar seu melhor amigo para compartilhar o prazer de viver bem, com saúde. É o desenvolvimento da geração saúde, sem drogas, sem álcool.
Curiosamente, estes mesmos componentes, drogas e álcool, estão presentes nas escolas, nas famílias, nas “rodas” de amigos e até mesmo no trabalho. É um produto que parece preencher um vazio geral na pessoa, nos grupos e na sociedade. Acredito que a conscientização é a melhor forma de lutar contra estes males e que poderá durar muito tempo, pois é parte integrante dos costumes de nossa sociedade, que é passado de geração a geração, fora os interesses econômicos envolvidos nestas questões.
Espero que nestas datas as pessoas possam refletir sobre suas vidas, suas famílias e pensarem uma nova forma de contribuírem para acabar ou, pelo menos, minimizar o problema.
É um bom momento para ligar para aquele (a) grande amigo (a) e dar-lhe um forte abraço. Se não for possível, será um motivo para relembrar os bons momentos, que com certeza, todos já passaram com um grande amigo(a) e, principalmente, ver que a alegria é inerente ao ser humano e não é preciso uso de drogas e álcool para ser feliz.
A amizade nos revela a capacidade de amar o outro e a própria vida. Pense nisto!