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O Pior Sintoma é Aquele que Não Vemos! A Prática da Saúde Preventiva é uma boa opção para a melhoria da Qualidade de Vida.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Vida e Profissão – Dois mundos, uma só pessoa ou equilíbrio emocional?

Existe isto, separar os problemas pessoais dos problemas profissionais?
É o que muitos dizem – é preciso aprender a separar as coisas. Mas não é fácil, pois o portador dos problemas, não importa a origem, é a mesma pessoa. Outra coisa que pensamos muito pouco é na divisão do nosso tempo ao longo do dia. O dia tem 24 horas, nem mais e nem menos.

Quanto tempo é gasto com as questões pessoais? Quanto tempo é gasto com as questões profissionais?
Existem inúmeros problemas e situações a serem pensadas em termos de uso do tempo disponível, mas sempre haverá as preocupações com os assuntos familiares e com o progresso na carreira, solteiros ou casados. Há uma realidade presente em ambos os casos, a necessidade de trabalhar para gerar renda e poder contribuir para o sustento da família. A dimensão deste compromisso também será a dimensão da responsabilidade e preocupação com a necessidade de manter e prosperar no emprego para garantir a sobrevivência familiar.

Quando falamos em sobrevivência, estamos pensando em atender as necessidades básicas de qualquer pessoa, que segundo Maslow, são as necessidades fisiológicas de sustentação da vida do ser humano como alimentação, respiração, reprodução, descanso, abrigo, vestimenta, entre outras. Embora seja a base na hierarquia das necessidades, aqui já ocorre uma geração de tensão, pois há os problemas decorrentes do próprio trabalho, o fantasma do desemprego que ronda o mundo corporativo e o peso da responsabilidade na participação na renda familiar, levando a pessoa à constante adaptação e expectativa de progredir para manter o emprego e garantir a satisfação de mais uma de suas necessidades, segurança.
Ao agregar os filhos na composição familiar, uma nova proporção de responsabilidade e preocupação passará a tomar conta dos pensamentos da pessoa. O desenvolvimento e crescimento dos filhos se incumbirão de colocar os problemas decorrentes do percurso de suas próprias vidas, mobilizando maior atenção e tempo nas questões familiares. Não podemos deixar de considerar a possibilidade de surgimento de doenças e de problemas nos inter-relacionamentos familiares, que, por menor que sejam geram preocupação e mobilizam a atenção e tempo das pessoas.

Em geral, esse é o quadro na vida da maioria das pessoas que fazem parte da grande massa da população e ocupam uma vaga de emprego, tendo a força do seu trabalho como a sua trajetória de vida e a busca do sucesso profissional a sua realização.
É esta pessoa, carregada de anseios e expectativas que, diariamente, irá cumprir seu papel e sua função em uma empresa e constituir o chamado ambiente organizacional.

O mercado de trabalho é divido em vários setores de atuação, comércio, financeiro, industrial, saúde, educação, serviços, etc. e, cada um deles, tem uma característica própria, sua linguagem e os problemas específicos de sua área de atuação, quer seja público ou privado.
Trabalhar em qualquer setor significa se submeter às suas especificidades e regras. Ampliar o conhecimento em sua área de atuação, ser criativo e inovador, flexível e colaborador, além do chamado “vestir a camisa”, é condição determinante para conseguir obter sucesso na carreira profissional e se fazer presente no chamado mundo corporativo.

Retomando a divisão do tempo, veremos que a maior parte dele é destinada às questões do trabalho, pois, em geral, oito horas dia é trabalhada, a pessoa dorme em média seis horas, tem uma hora para o almoço e gasta quatro horas no trânsito para a ida e a volta do trabalho. Tirando a hora para o jantar, sobra apenas quatro horas do dia para se dedicar à família e, eventualmente, fazer um curso de aprimoramento como investimento na profissão.
Daí a importância em pensar em saúde e qualidade de vida no trabalho como “o bem-estar físico, psíquico e social, e não apenas a ausência de doenças”, como estabelece a Organização Mundial de Saúde (OMS), pois a maior parte do tempo de uma pessoa é dedicada às questões do trabalho.

Dentro desta perspectiva podemos supor que há uma só pessoa, tentando viver!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O ÓBVIO ÀS VEZES TEM QUE SER DITO – DROGAS E ÁLCOOL MATAM!

Estamos próximo ao Dia Nacional do Combate às Drogas e ao Alcoolismo, dia 20 de fevereiro e, embora repetitivo, é uma data que pode levar as pessoas à reflexão sobre um problema tão grave, que assola as famílias e a nossa sociedade como um todo.
Não se trata de pegar a bandeira do contra, nem tampouco do a favor, mas apenas olhar para os fatos e incentivar a reflexão sobre o assunto. Estudos preliminares do Ministério da Saúde, divulgado em matéria do ESTADÃO, revelou que Consumo de drogas legais e ilegais mata 8 mil pessoas por ano no País: O uso de drogas matou 40.692 pessoas no País entre 2006 e 2010, uma média de 8 mil óbitos por ano. Estudo sobre mortes por drogas legais ou ilegais, registradas no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostra que o álcool é o campeão na mortandade. (ESTADÃO, 04 de fevereiro de 2012)
Que análise faria sobre estes números? É pouco, comparado à população como um todo, ou, ah! Não é a droga que eu uso ou que meu filho usa, ou, ainda bem que eu só uso esporadicamente e durante o dia eu não uso, ou, pior ainda, só é perigoso para quem usa todos os dias ou mistura várias drogas, etc, etc...
Existe outra realidade atrelada a este fato, o sofrimento das famílias. Há um multiplicador da doença no seio familiar, através dos danos causados à saúde física e psicológica, que acaba afetando os que convivem com um dependente químico. Há ainda a questão do comportamento aprendido que influenciará a educação das crianças envolvidas com a questão.
O ser humano age e reage de acordo com sua percepção e sentimentos e, também, às vezes terá uma tendência a valorizar apenas o que acontece ao seu redor. Não se trata de egoísmo ou descaso para com o próximo, mas é uma forma seletiva da mente na busca dos interesses de cada pessoa. Por isso é importante a reflexão, pois, à medida que passamos a pensar sobre um determinado assunto, nossa mente, seletivamente, nos manterá “conectado” em assuntos correlatos. Outra questão a se pensar é, e se o dependente químico fosse o meu filho, minha filha, o meu pai ou minha mãe, a minha irmã ou meu irmão, qual peso e valor eu daria ao assunto?
Também devemos pensar que, além das questões legais, e econômico-financeira de investimentos em saúde pública, há ainda, as questões sociais e psicológicas que atingem diretamente as famílias nos aspectos de segurança, educação, violência e trabalho. Nossa vida, nossa personalidade e nossa sociedade são estruturadas em alguns princípios e valores, que se tornaram os pilares de sustentação da sociedade capitalista. Sem a educação, a saúde e o emprego, não há produção, progresso ou desenvolvimento social, nesse mundo globalizado.
As organizações ocupam um papel central no crescimento e desenvolvimento social.
Hoje, no mundo corporativo global, se propaga que a qualidade de vida no trabalho é uma estratégia fundamental para o crescimento e desenvolvimento das organizações em um mundo globalizado e competitivo, sendo o capital humano, o seu principal ativo. Desta forma, além de ser a única fonte geradora de recursos financeiros e de renda para muitas pessoas e famílias, as organizações podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida de seus colaboradores, influenciando o comportamento destes, dentro e fora do ambiente de trabalho.
Por isto, trabalhar a conscientização das pessoas para os males das drogas e do alcoolismo, através dos programas de qualidade de vida e bem estar no trabalho, tornam-se relevante, pois, além de contribuir para a melhoria da saúde e do ambiente interno na organização, poderá contribuir para melhoria da qualidade de vida pessoal e familiar e, consequentemente, para a nossa sociedade como um todo.
Na maioria das vezes, as empresas investem em qualidade da produção e do produto e deixam de investir em qualidade de vida, por achar que os programas são extensos e onerosos, ou que tal assunto não se aplica ao seu ramo de atividade ou porte, quando, na realidade, muitas vezes, bastaria dizer o óbvio para que o processo de mudança se instale na mente das pessoas, pois, a consciência é um caminho irreversível.
Sabemos que o uso de drogas e álcool faz mal à saúde pessoal e profissional, mas a quantidade de usuários aumenta, assustadoramente, em nossa sociedade. Também sabemos que a implantação de um programa de qualidade de vida só trará benefícios e melhoria à vida das pessoas, e ao ambiente organizacional, é óbvio, mas não custa dizer novamente.
Uma vez que o álcool e as drogas causam a desgraça pessoal, profissional e social, e todo mundo já sabe, mas continuam a usar, porque não começar por aí – dizendo esse óbvio: que não importa o sexo, o credo, a profissão ou o status social – drogas e álcool matam!
É óbvio, mas pense nisso!