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O Pior Sintoma é Aquele que Não Vemos! A Prática da Saúde Preventiva é uma boa opção para a melhoria da Qualidade de Vida.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Ano Novo - Vida Nova: A busca de um Sentido!

A passagem de ano normalmente é marcada pela promessa de mudanças e novas metas. Cada pessoa estabelece um desafio e se enche de esperança para um bom ano novo. 

Porque isso ocorre? Porque tem que ser somente na passagem de ano? 
Será que essa atitude é reflexo de uma sensação de incompetência, de "vazio", de incompletude?

Inúmeras são as possibilidades a se pensar sobre tais propósitos. No entanto, vemos que as pessoas estão ficando cada vez mais angustiadas, mais estressadas e com a impressão de que seus esforços ao longo do ano foram em vão. Haja vista os últimos dados estatísticos sobre o aumento dos casos de depressão, transtornos de ansiedade e suicídio, entre outros.

Não precisa esperar chegar a esse extremo para buscar ajuda. 

Lidamos com um ser bio-psico-social e espiritual, portanto, a origem dos transtornos estará ligada a um desses componentes. O ser humano é um ser complexo, mas integral. A alteração em uma área da vida, com certeza, vai afetar a outra. Ao longo deste percurso, mesmo o corpo humano sendo dotado de um sistema de defesa extraordinário, chegará o momento em que os sintomas se transformam em doença, caso não busque por ajuda adequada.

Não podemos esquecer que lidamos com um ser de vontade própria com orgulhos e vaidades, além de uma forte influência cultural, que, aliado ao tipo de personalidade, fará com que cada um vá lidar com o problema de uma maneira. Em geral, só buscarão ajuda quando a "casa" começar a cair, se não acontecer o pior.

No entanto, entre o início e o fim, há um período intermediário, onde o problema se desenvolve. Da mesma forma, sua ocorrência abrangerá uma das áreas de sua vida: bio-psico-social e espiritual. Isto significa que o ambiente terá uma contribuição importante no processo, quer seja de melhora ou piora do quadro. Se a pessoa mantém hábitos saudáveis (bio), uma atitude assertiva frente aos problemas da vida (psico), um ambiente familiar e profissional equilibrado (social) e cuida da sua espiritualidade, através da busca de significado para a sua vida, com certeza, estará mais preparada para lidar com os problemas e enfrentar os momentos de "turbulência" que se apresentar à sua volta.

No entanto continuam com aquela sensação de que "algo está faltando", como foi descrito muito bem por Jung “... Entretanto, deparamo-nos frequentemente com casos em que não há depressão afetiva palpável, mas apenas um mal-estar genérico, surdo, incompreensível, uma sensação de resistência contra tudo e contra todos, uma espécie de tédio ou vaga repugnância, ou um vazio indefinível, mas pertinaz.”.

Alguns buscarão auxilio nas religiões, outros numa boa estrutura familiar ou numa forte parceria conjugal, alguns se entregarão freneticamente ao trabalho e, uma grande parte, entretanto, ainda usarão as "bengalas" (cigarros, bebidas, drogas, comidas, etc.) como automedicação e forma de "aliviar a tensão". Como não há consistência nestas medidas paliativas, não haverá cura consistente e a pessoa cai num circulo vicioso, numa espiral rumo ao infinito.

Nossa proposta é auxiliar na busca desse "sentido", através de uma reflexão em grupo na própria organização ou num trabalho psicoterapêutico no consultório, dependendo do caso e da preferência, capaz de provocar mudanças individuais e, consequentemente, nos grupos em que a pessoa transita.

Temos certeza que, na pior das hipóteses, haverá um clima organizacional agradável com pessoas equilibradas e mais saudáveis, capazes de transcender e transformar seu ambiente quer seja profissional ou familiar. 


Experimente um ano realmente novo!

terça-feira, 7 de março de 2017

Dia Internacional da Mulher : Justa Homenagem, Reconhecimento, Valorização

A consciência é o primeiro passo de qualquer mudança!
Gostaria que neste merecido Dia Internacional da Mulher, houvesse uma reflexão, principalmente da própria mulher, não só sobre a trajetória de suas lutas e conquistas, mas de seu papel no momento presente, nesta nova configuração social, neste mundo globalizado.

Como é ser mulher no presente momento? Qual é o seu valor? Que papel representa na família, na comunidade, na sociedade e no País? Lutou e conquistou tanto, para chegar aonde? Principalmente, qual sua conquista pessoal?


Pensar as lutas pelos seus direitos e a importância do papel da mulher na sociedade ao longo da história, justifica sua merecida homenagem.
Infelizmente muita injustiça e muita violência se cometeram em relação à mulher, em todas as nações, em todas as épocas e em todas as culturas. Em prol de certas culturas e costumes, a mulher ocupou vários papéis e sofreu as conseqüências da discriminação e do processo de dominação, marcando sua trajetória com lutas constantes pela sua libertação. Libertação de uma sociedade que insiste em colocá-la em um lugar que não lhe pertence, que não condiz com a beleza e nobreza de seu verdadeiro propósito como pessoa com todas as potencialidades e capacidades que um ser humano pode ter, sem ter que ser uma serva reprodutora submissa nem tampouco um ícone da exploração sexual, mas simplesmente ser mulher.
Assim como uma herança genética, a mulher herdou dos tempos do matriarcado, a capacidade de comando e de decisão. Vimos em muitas famílias, em muitas profissões a mulher ocupando o papel de liderança e com muita competência. A dificuldade que enfrentou os papéis que ocupou e as inúmeras atividades que desempenha ao mesmo tempo lhe conferiu um desenvolvimento e uma versatilidade insuperáveis. A sua capacidade de desempenhar o papel de mãe, de dona de casa, de profissional, de chefe de família e ainda de esposa é digna de uma medalha.
É a essa mulher que rendo minha homenagem.
É essa mulher versátil e corajosa que nossa sociedade precisa nos tempos atuais. Vivemos um momento em que as pessoas, principalmente os jovens, estão se perdendo nas drogas e no vício do alcoolismo. É necessário que a mulher tome a frente novamente na reconstituição da família como um sustentáculo da sociedade. Que ela influencie o costume sem discriminação, estabeleça e discuta os valores sem dominação e, principalmente, use o seu discernimento para semear maior justiça e igualdade de direitos.
É necessário que novamente erga a sua voz, agora não mais por sua libertação, mas pelo direito de viver, de criar seus filhos, de poder trabalhar, da liberdade ir e vir e não ficar confinada em casa com sua família, refém da violência. Violência está que é fruto daquilo que semeamos, de uma sociedade injusta e desigual.
Não se trata aqui de desqualificar o homem, mas a história nos mostra que por trás do sucesso ou fracasso de um homem, sempre houve uma mulher. Então por que não repensarmos os nossos valores, nossos costumes. Heráclito já dizia, “nada existe de permanente, exceto a mutação.”
Vivemos um bom momento histórico e político para se incrementar essas discussões.
Não é preciso mudar o mundo, mas se conseguirmos nos unir para reconstituir a família e reduzir a violência na nossa sociedade já será uma grande vitória.
Parabenizo a todas as mulheres pelo seu dia. Façamos dele um dia de reflexão!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

AS FRONTEIRAS DA LIBERDADE


Que mundo é este?

A liberdade que outrora sonhou o filósofo Aristóteles, como possibilidade de o homem pensar, realizar, criar e viver transformou-se em pesadelo. Parece que não reconhecemos mais o verdadeiro sentido das coisas.
Todos os dias nos deparamos com as notícias trágicas sobre a morte de pessoas, adultos e crianças, que tentado fugir da violência da guerra e da fome, acabam encontrando a morte ou as muralhas das restrições, impostas à busca de liberdade.
Que violência é está?

Formaram-se países onde castram a liberdade em toda a sua forma de expressão.
Constituíram-se sociedades democráticas, onde as leis e os direitos de igualdade privilegiam os detentores do poder e os mais favorecidos.
Construíram-se sistemas econômicos capitalistas, onde plantam o sonho da prosperidade, mas o que colhem é a miséria e a pobreza, cada vez mais acentuada.
Criaram-se valores e costumes morais enraizados na proibição e na repressão como regra de conduta.
Desenvolveram-se os meios de produção agrícola e industrial, mas o que cresce é o desemprego, a fome e a devastação do planeta.
Superou-se o medo da morte por problemas cardíacos devido aos avanços tecnológicos da medicina, mas muita gente ainda morre pela simples falta da disponibilidade dos serviços da área da saúde.
Informatizou-se a comunicação e globalizou o planeta, mas aumenta o número da população que continua excluída.
Que sociedade é está?

De um povo que morre por que corre sem rumo e sem ao menos saber a direção.
Da família constituída pela intolerância e discórdia, que fomenta o amor e o ódio nas suas relações e que espanca suas crianças pela instabilidade de suas emoções.
De pessoas que depositam sua fé e esperança nas instituições e são “guiadas” para o pior dos sofrimentos, a desilusão.
De jovens que abandonam os estudos em busca de emprego para ajudar a família e depois alongam as filas do desemprego, pois não têm a qualificação para o trabalho.
De crianças vítimas da violência doméstica, do abuso sexual e das drogas, que vagam pelas ruas da cidade em busca de sonhos, cuja realização, para muitos, ficará apenas no desejo despertado pelo olhar das vitrines e lojas.
Do maltrato e da violência contra os animais de estimação abandonados nas ruas, sem nenhuma compaixão.
Que ser humano é este?

De pessoas que corrompem e são corrompidos, pelos seus próprios princípios e valores.
De pessoas que buscam a liberdade no uso de substâncias químicas, mas depois se encontram escravas do vício, servas de seu prazer.
De fantasias e ilusões, de rancores e paixões, de fé e esperança, que mobiliza esse povo sofrido e oprimido que continua a correr, que continua a buscar, que continua sem saber, mas continua a viver.
Que liberdade é está?

O mundo que sonhou Aristóteles, diz que:
“A esperança é o sonho do homem acordado.”
“Os extremos são vícios. No meio deles é que está a virtude.”
“O homem livre é senhor de sua vontade e somente escravo de sua consciência.”

A nossa liberdade permeia a fronteira entre a insanidade e a razão, bem distante do que sonhou Aristóteles, bem distante do que sugere a nossa espiritualidade, mas ...

Este é o nosso mundo?

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Vida e Profissão – Dois mundos, uma só pessoa, ou equilíbrio emocional?

Existe isto, separar os problemas pessoais dos problemas profissionais?
É o que muitos dizem – é preciso aprender a separar as coisas. Mas não é fácil, pois o portador dos problemas, não importa a origem, é a mesma pessoa. Outra coisa que pensamos muito pouco é na divisão do nosso tempo ao longo do dia. O dia tem 24 horas, nem mais e nem menos.

Quanto tempo é gasto com as questões pessoais? Quanto tempo é gasto com as questões profissionais?

Existem inúmeros problemas e situações a serem pensadas em termos de uso do tempo disponível, mas sempre haverá as preocupações com os assuntos familiares e com o progresso na carreira, solteiros ou casados. Há uma realidade presente em ambos os casos, a necessidade de trabalhar para gerar renda e poder contribuir para o sustento da família. A dimensão deste compromisso também será a dimensão da responsabilidade e preocupação com a necessidade de manter e prosperar no emprego para garantir a sobrevivência familiar.

Quando falamos em sobrevivência, estamos pensando em atender as necessidades básicas de qualquer pessoa, que segundo Maslow, são as necessidades fisiológicas de sustentação da vida do ser humano como alimentação, respiração, reprodução, descanso, abrigo, vestimenta, entre outras. Embora seja a base na hierarquia das necessidades, aqui já ocorre uma geração de tensão, pois há os problemas decorrentes do próprio trabalho, o fantasma do desemprego que ronda o mundo corporativo e o peso da responsabilidade na participação na renda familiar, levando a pessoa à constante adaptação e expectativa de progredir para manter o emprego e garantir a satisfação de mais uma de suas necessidades, segurança.
Ao agregar os filhos na composição familiar, uma nova proporção de responsabilidade e preocupação passará a tomar conta dos pensamentos da pessoa. O desenvolvimento e crescimento dos filhos se incumbirão de colocar os problemas decorrentes do percurso de suas próprias vidas, mobilizando maior atenção e tempo nas questões familiares. Não podemos deixar de considerar a possibilidade de surgimento de doenças e de problemas nos inter-relacionamentos familiares, que, por menor que sejam geram preocupação e mobilizam a atenção e tempo das pessoas.

Em geral, esse é o quadro na vida da maioria das pessoas que fazem parte da grande massa da população e ocupam uma vaga de emprego, tendo a força do seu trabalho como a sua trajetória de vida e a busca do sucesso profissional a sua realização.
É esta pessoa, carregada de anseios e expectativas que, diariamente, irá cumprir seu papel e sua função em uma empresa e constituir o chamado ambiente organizacional.

O mercado de trabalho é divido em vários setores de atuação, comércio, financeiro, industrial, saúde, educação, serviços, etc. e, cada um deles, tem uma característica própria, sua linguagem e os problemas específicos de sua área de atuação, quer seja público ou privado.
Trabalhar em qualquer setor significa se submeter às suas especificidades e regras. Ampliar o conhecimento em sua área de atuação, ser criativo e inovador, flexível e colaborador, além do chamado “vestir a camisa”, é condição determinante para conseguir obter sucesso na carreira profissional e se fazer presente no chamado mundo corporativo.

Retomando a divisão do tempo, veremos que a maior parte dele é destinada às questões do trabalho, pois, em geral, oito horas dia é trabalhada, a pessoa dorme em média seis horas, tem uma hora para o almoço e gasta quatro horas no trânsito para a ida e a volta do trabalho. Tirando a hora para o jantar, sobra apenas quatro horas do dia para se dedicar à família e, eventualmente, fazer um curso de aprimoramento como investimento na profissão.
Daí a importância em pensar em qualidade de vida no trabalho agregando o conceito de saúde preconizado pela O.M.S. (Organização Mundial de Saúde) como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças”, pois a maior parte do tempo de uma pessoa é dedicada às questões do trabalho.

Gostaria de acrescentar dentro desta perspectiva de saúde, o lado espiritual. Pois, em geral, todos têm uma crença em um poder superior que nos ajuda nas situações insolúveis. Vemos isto em todos os lugares, mas notadamente em partidas de futebol, quando os jogadores manifestam suas crenças ao entrarem em campo. As igrejas e templos estão lotados. Parece que houve uma convergência das pessoas na busca de um consolo espiritual.

 Vivemos, como todos sabem, uma nova era, uma nova configuração social, um mundo totalmente interligado e realmente globalizado. Podemos supor que não conseguimos dar conta dessa nova "carga" sozinhos. É um novo tempo, e exige adaptação à uma nova realidade.


Dentro desta perspectiva vemos que ainda se trata de uma só pessoa, tentando se adaptar à uma nova forma de viver!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A LIBERDADE DA CONSCIÊNCIA

Estranho falar em liberdade da consciência?

A consciência é um atributo que posiciona o indivíduo em relação ao mundo exterior e mundo interior. Para a saúde é um parâmetro importantíssimo de avaliação da capacidade neurológica e da atividade psíquica de uma pessoa. Retrata também, a sua capacidade de estabelecer contato com a realidade e com os fenômenos que circundam sua vida.

O princípio de Descartes “penso, logo existo”, demonstra um estado de consciência de si mesmo, da própria existência. O ser humano possui ainda, a consciência moral que lhe da um parâmetro para as suas ações com o moralmente prescrito e o proibido. A forma como a pessoa se expressa demonstra seu estado de consciência em relação à vida e a sua comunicação poderá ser pela escrita, corporal, verbal e através de imagens.

Estamos acostumados a ouvir e reivindicar o direito de expressão, mas nem sempre este direito é sinônimo de liberdade. Embora uma coisa não esteja atrelada a outra, liberdade de expressão não é, necessariamente, sinônimo de liberdade da consciência. Às vezes, uma ideia, um hábito, se transforma em uma crença e pode nos escravizar e tornar-se “senhor” de nossos atos.

São estas crenças que vão nos prender e criar raízes tão profundas que, quando nos dermos conta que há algo errado, não conseguiremos mais nos mover.

Parece algo simples, mas é extremamente difícil lidar com esta situação. Um exemplo fácil de comparação é analisar o grau de dificuldade quando pensamos em mudar um hábito, abandonar um vício ou, um simples um comportamento... deu pra enxergar o que estou tentando dizer?

Cada caso é um caso, mas é provável que já vivenciaram alguma experiência com amigos ou na própria família com o caso de dependência química (álcool, tabagismo, drogas). Estes casos são mais fáceis de “ver” as consequências destas crenças em ação, pois, na verdade, estão recheados de falsas crenças, tanto do usuário, como da maioria dos envolvidos.

Citei este exemplo pela sua complexidade, mas principalmente, pela extensão de suas consequências para o indivíduo, para a família e para a nossa sociedade. È indiscutível a gravidade e à proporção que o tema vem tomando e a necessidade de mobilização das pessoas e dos governos em todas as esferas. No entanto, parece que o problema se multiplica, por mais que se faça para resolvê-lo.

Esta situação também caracteriza a típica reivindicação do direito e da liberdade. A liberdade da pessoa de fazer o que quer e o que julga ser de direito. Mas que liberdade é esta que o escraviza e que mutila o direito e a liberdade de outros, pois todos ficam reféns das consequências de seus frutos a doença, a violência e a desestruturação familiar e social.

Tomar consciência de si mesmo, de quais princípios e valores norteiam nosso rumo pode ser o primeiro passo para uma verdadeira liberdade e para o direito de usufruir e construir uma comunidade sadia e uma sociedade menos desigual e realmente livre. O pior sintoma é aquele que não vemos.

A liberdade da consciência pode ser o primeiro passo!

domingo, 30 de dezembro de 2012


Novo Ano, Nova Vida – O sonho que nunca morre!

A passagem de ano é marcada por comemorações com rituais de novos propósitos de vida, mudanças de hábitos e renovação de esperança. Os sonhos e os desejos reprimidos são projetados no novo ano que está por começar, com a responsabilidade de propiciar uma nova forma de viver e de ser feliz.
 Em cada parte do mundo, em cada região do país, este ritual se repete por gerações e mobiliza o comportamento de quase todos da raça humana. Embora possa haver significados diferentes para cada pessoa e em culturas diferentes, todos parecem carregar um sonho de um mundo melhor, de um ano diferente, de realizações, de uma vida com saúde, alegria e paz.

Novamente o lado humano do Ser, revela sua capacidade de amar e de sonhar.
Sonhar é próprio de cada pessoa e terá o tamanho de cada desejo. O sonho nunca morre, porque, para ele, não há limites.
O sonho é a voz da tua “alma”, ouça o que ele tem a dizer, escute essa voz.
Talvez a tão sonhada felicidade do novo ano, esteja mais perto do que as pessoas possam imaginar. Basta prestar atenção aos sonhos!
O sonho pode ser traduzido por um desejo, uma vontade de realizar algo, de criar algo ou, de simplesmente, mudar o que está ao teu redor. Pode ser aquela sensação de incompletude que tem dominado os teus pensamentos. Aquela sensação de vazio que, em alguns momentos, parece tirar o significado e o sentido da vida.
O mundo nem sempre é justo com os nossos desejos. Muitas vezes os sonhos são postos de lado ou adiados, para superar um momento de dificuldades ou de necessidades emergentes. Mas, fica o registro na alma, daquele desejo contido e, muitas vezes, estes desejos povoam nossos pensamentos na virada do ano, dando a impressão de que algo tem que mudar que tem algo a buscar. São os desejos que habitam o mundo inconsciente, que clamam por sua atenção.
A maior parte dos compromissos e propósitos de fim de ano é de atitudes positivas e individuais. No entanto, a consequência destes atos, em geral, trazem benefícios para a pessoa e para aqueles que estão ao redor. Mudar o mundo é mais difícil, mas mudar pequenas atitudes é mais fácil e a somatória de pequenas atitudes e mudanças de comportamento poderá refletir na nossa sociedade, no nosso mundo.
Daí a importância de valorizar o teu sonho, o desejo do teu coração.
Se um dia teve vontade de aprender a dançar, se teve vontade de aprender tocar um instrumento, de cantar, de pintar, de praticar um esporte, de ter um bichinho de estimação, de voltar a estudar, de se casar, de mudar de profissão, etc., faça! Vá atrás do teu sonho.
Comece o ano amando, mas primeiro aprendendo a amar a si mesmo, aí será fácil quando for amar alguém ou amar o que fizer. Amar pode ser mais fácil do que pensa. Comece com pequenos gestos, com pequenas atitudes. Comece com você mesmo!
A felicidade não se esconde nos vícios, nem vaga perdida pelas ruas da cidade. Ela habita o teu ser. Você precisa descobrir a forma de encontrá-la. Não há fórmulas, apenas forma, a sua.
Comece o novo ano com vida nova, na busca dos teus sonhos e, com certeza, encontrará a sua felicidade, pois, o sonho nunca morre.
Pense nisto!
Ótimo Novo Ano e Renovada Vida.

domingo, 5 de agosto de 2012

A Medalha Olímpica – Ser Humano!

Dia 05 de agosto é o dia Nacional da Saúde.  Segundo a OMS “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças”.  Essa proposta é utópica?  Talvez! Podemos pensar também como um objetivo a ser alcançado, uma meta a ser buscada, um desafio para ser refletido pelas pessoas, instituições e governantes”.
Críticas à parte vamos considerar que esta definição propõe um equilíbrio entre o corpo, a mente e o social em que a pessoa esta inserida e, acima de tudo, o respeito que o indivíduo tem pelo próprio corpo e pela própria vida. E o atleta é a melhor forma de expressão desta definição de saúde, o equilíbrio diante das adversidades e do estresse vivido pelos desafios na prática do esporte.

Estamos assistindo aos eventos esportivos das Olimpíadas de Londres 2012. Fantástico! Pessoas chegando ao extremo dos limites de seus corpos. Podemos observar, em alguns momentos, a influência do psicológico na realização com sucesso ou fracasso de uma prova. O meio ambiente influenciando, constantemente, o comportamento e o desempenho do atleta.
É uma oportunidade ímpar para vermos do que é capaz o ser humano. A luta pela superação do individuo e a força do trabalho em equipe. E, acima de tudo, a beleza da união dos povos, em uma competição sadia, justa. Onde em um pequeno lapso de tempo, ou uma simples falha humana pode mudar o resultado de uma disputa, porque é um momento de união, de desejo pela superação, não só do atleta, mas de todo um país o qual ele representa.
Podemos ver também o quanto é importante uma boa liderança para o desempenho dos atletas gerando confiança e equilíbrio, mas acima de tudo, reconhecendo o esforço, o empenho, mesmo que o resultado não tenha sido o maior destaque, mas é apoiado pela certeza do melhor empenho.
O desempenho dos atletas, no individual ou em grupo, será resultado do interesse, esforço pessoal e concentração no momento da competição, no entanto os resultados serão frutos do trabalho da equipe que os preparam, orientam e os apoiam, seja qual for o resultado. Esse apoio inclui os técnicos, a família, os amigos, os clubes, as empresas, os governos e o povo que representam.
A Prática de uma atividade física já é valiosa para a saúde e para o equilíbrio entre o corpo e a mente. Ser um esportista é buscar a superação. Chegar a ser um atleta olímpico é se aproximar da perfeição. É submeter o ser humano a mais alta forma de expressão de sua humanidade, é a superação dos seus limites físicos e emocionais.
Além da beleza e dos exemplos de superação que estamos vendo nesta olimpíada, podemos ver a essência do que é o “ser humano” na manifestação das suas emoções, dos sentimentos, do sorriso e do choro pela alegria ou pela tristeza de suas disputas, mas acima de tudo pelo chamado espírito esportivo, onde o próximo não é um inimigo, onde o fracasso não é visto como uma derrota vergonhosa, mas como um desafio a ser superado.
Pode ter ocorrido alguns equívocos no julgamento de uma atividade, alguma falha humana da equipe julgadora e até mesmo um lance de sorte ou de azar, a depender do ponto de vista de quem olha o lado do vencedor ou do perdedor, mas o que também se vê é que errar é humano e persistir no erro é que é o engano.
Façamos destas olimpíadas uma oportunidade de reflexão para todos nós, não apenas para aqueles que a disputaram.  
Com relação aos atletas olímpicos que compartilharam conosco suas alegrias e tristezas só nos resta dizer muito obrigado, pois mostraram o quanto é lindo e importante viver, ter emoções e sentimentos, Ser humano!
Aos atletas brasileiros em especial, mais uma vez obrigado e parabéns pelo esforço, empenho e exemplo de cidadania, pois planta no coração de nossas crianças a semente da vida saudável, que com certeza, se espelharão em vocês na busca de medalhas pela vida, através do esporte, do amor e da força de ser, apenas, humano, a mais bonita das medalhas que o atleta pode compartilhar.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Prisioneiros da Liberdade

Que mundo é este?
A liberdade que outrora sonhou o filósofo Aristóteles, como possibilidade do homem pensar, realizar, criar e viver transformou-se em pesadelo. Parece que não reconhecemos mais o verdadeiro sentido das coisas. Há uma correria generalizada, mas em que direção? Em troca do quê? E, acima de tudo, em busca do quê?

Que mundo é este?
Formaram-se países onde castram a liberdade em toda a sua forma de expressão.
Constituíram-se sociedades democráticas, onde as leis e os direitos de igualdade privilegiam os detentores do poder e o mais favorecidos.
Construíram-se sistemas econômicos capitalistas, onde plantam o sonho da prosperidade, mas o que colhem é a miséria e a pobreza, cada vez mais acentuada.
Criaram-se valores e costumes morais enraizados na proibição e na repressão como regra de conduta.
Desenvolveram-se os meios de produção agrícola e industrial, mas o que cresce é o desemprego, a fome e a devastação do planeta.
Superou-se o medo da morte por problemas cardíacos devido aos avanços tecnológicos da medicina, mas muita gente ainda morre pela simples falta da disponibilidade dos serviços da área da saúde.
Informatizou-se a comunicação e globalizou o planeta, mas aumenta o número da população que continua excluída.

Que mundo é este?
De um povo que morre por que corre sem rumo e sem ao menos saber a direção.
Da família constituída pela intolerância e discórdia, que fomenta o amor e o ódio nas suas relações e que espanca suas crianças pela instabilidade de suas emoções.
De jovens que abandonam os estudos em busca de emprego para ajudar a família e depois alongam as filas do desemprego, pois não têm a qualificação para o trabalho.
De crianças vítimas da violência doméstica, do abuso sexual e das drogas, que vagam pelas ruas da cidade em busca de sonhos, cuja realização, para muitos, ficará apenas no desejo despertado pelo olhar das vitrines e lojas.
De pessoas que buscam a liberdade no uso de substâncias químicas, mas depois se encontram escravas do vício, servas de seu prazer.
De fantasias e ilusões, de rancores e paixões, de fé e esperança, que mobiliza esse povo sofrido e oprimido que continua a correr, que continua a buscar, que continua sem saber, mas continua a viver.
Ah! Este é o nosso mundo.

O mundo que sonhou Aristóteles!
“A esperança é o sonho do homem acordado.”
“Os extremos são vícios. No meio deles é que está a virtude.”
“O homem livre é senhor de sua vontade e somente escravo de sua consciência.”

domingo, 6 de maio de 2012

MÂE - Meu Amor Eterno!

Mãe!
Uma simples palavra, mas carregada de muitos significados.
O símbolo maior da participação humana na criação. O poder de gerar um filho.
Para muitos a âncora na constituição e manutenção de uma família. Para outros o símbolo máximo de amor, ternura e afeto e para alguns um ente sagrado, intocável.
De todas as espécies, o filhote da raça humana é o mais dependente da mãe em seus primeiros anos de vida, desde o seu nascimento. Ela traz o significado maior da vida, o alimento. Os primeiros meses, período de maternagem, são cruciais para intermediação de nossa vida com o mundo real. Somos totalmente dependentes de seus cuidados e afetos.
É o início de nossa vida no mundo simbólico, no mundo das fantasias.
Estabelecemos uma relação de interação, de unidade e a temos como uma extensão de nosso corpo e de nosso ser. Ainda não somos capazes de distinguir o que é meu do que é dela. Vivemos os primeiros momentos de terror pela simples ameaça de sua perda, o simples afastar-se de nossa presença já provoca o pânico da inexistência.
Aos poucos vamos percebendo que somos um novo ser, começamos a descobrir os limites de nosso corpo e do nosso mundo. No entanto, nos damos conta do quão importante é o seu afago, o seu carinho e a sua paciência em tolerar as nossas angústias e incertezas, em aplacar os nossos medos e, sempre presente, com muito afeto e amor nos guiar nos primeiros movimentos e sentimentos para com a vida, ensinando-nos o que é amar.
Mãe, em sua grande maioria, é venerada pela grandiosidade de sua missão, de sua dedicação e amor para com a sua prole. Representa a superação, a abnegação de sua existência e de seus desejos para cuidar dos seus filhos.
A vida nem sempre é generosa na relação mãe e filhos. Existem os casos em que o filho (a) não suporta a mãe e a esta, em poucas situações, não suporta o filho (a). Podemos assegurar que esse tipo de relação fugiu à regra. E são esses casos, que acabam por contribuir para a formação de pessoas desequilibradas, revoltadas, agressivas e muitas vezes, violentas. Pois, a rejeição, principalmente de uma mãe, deixa marcas profundas na constituição e existência de um ser humano.
Não pretendemos discutir as teorias psicológicas e sociais dessa relação, mas enaltecer a relevância e a beleza do seu significado para a vida.
Mães são eternas, porque, mesmo para àquelas que já se foram, podem estar certos, ela continua viva e presente em nosso pensamento, em nosso coração e em nossa existência.
Ela nos ensinou o significado do amor. Ensinou-nos a amar, por isso, é o nosso amor eterno.
Obrigado mãe! ... onde quer que você esteja.

quarta-feira, 28 de março de 2012

A Serpente de Três Cabeças - Álcool, Drogas e Tabaco

É interessante pensar nas questões que envolvem o debate atual sobre o consumo da bebida alcoólica, do uso de drogas e do uso do tabaco, pois os três elementos estão presentes em várias culturas e civilizações mesmo antes da era Cristã, mostrando o quanto estão arraigados nos hábitos e costumes humanos.
Não pretendo discutir os dados históricos, nem tampouco os motivos que levaram as civilizações antigas ao uso destes produtos, mas apenas indagar sobre algumas questões que envolvem o consumo destas substâncias na atualidade, na nossa sociedade, no Brasil.
Convém ressaltar que vivemos um período de transição, com mudanças profundas em nossos costumes, mas que, infelizmente, ainda vivemos uma sociedade predominantemente machista e preconceituosa. E isso conduz à formação de estereótipos e preconceitos, que acabam influenciando ou norteando a nossa vida, principalmente a vida dos jovens, acentuadamente na fase da adolescência, período crítico do desenvolvimento humano.
Somos um país em fase de desenvolvimento. Embora muito tenha sido feito para colocar o Brasil em destaque no cenário mundial, ainda arrastamos muitos problemas decorrentes de questões sociais, da pobreza, da distribuição das riquezas e da consequente desigualdade social.
Isto nos remete a outra realidade, a de que estamos inseridos no contexto do mundo globalizado onde a competitividade se faz presente em todos os sentidos, e os interesses pelo nosso mercado em expansão, tornam-se muito atrativo e promissor para outras economias, no aqui agora e no futuro.
Frente a este cenário econômico-social em que nos encontramos está o ser humano. Um indivíduo carregado de sonhos e emoções. Um elemento complexo e ao mesmo tempo frágil. Um ser onde habitam a incerteza, a insegurança e o medo, sentimentos oriundos de uma violência crescente, de escândalos de corrupção que eclodem a cada dia e de uma impunidade que parece privilegiar as classes de maior influência e poder.
O sentimento de impotência e de frustração é crescente na vida de uma grande parcela desse povo que nem pode mais ir a um estádio de futebol para se distrair, para esquecer as suas angústias com o grito do gol, sem o risco de se envolver em uma briga ou ser vítima de uma bala perdida.
Carregado de tensão e ansiedade este indivíduo ainda se submete a um transporte coletivo saturado, onde o aglomerado humano é transportado diariamente por ônibus e metrô superlotados em direção ao seu trabalho. Para uns poucos, que julgam ser um privilégio ir trabalhar de carro, enfrentam o trânsito insano das grandes capitais, onde a paciência e a educação não compartilham a mesma estrada, dando lugar à outra violência emergente, a violência do trânsito. É o homem contra a máquina.
É este o ser humano que começa o seu dia já oprimido e humilhado, que irá compor o ambiente de trabalho nas organizações. Que muitas vezes, para não perder o emprego e a única fonte de renda, se submeterá também a tantas outras humilhações e regras insanas, impostas por um chefe ou pessoas inescrupulosas e revoltadas, que não se importam em buscar resultados conjuntos, mas sim, em disseminar a discórdia e o ódio, contaminando o local de trabalho com sentimentos de menos valia, de inveja e de rancores.
Ao longo dos anos, diariamente, estas emoções e sentimentos são aplacadas pela serpente de várias cabeças, através da sedução e da ilusão de que o uso de seu veneno (álcool, drogas, tabaco), pelo menos por alguns instantes amenizará sua dor e transformará sua fraqueza em força, o seu ódio em amor e a sua tristeza em alegria. Pura ilusão!
A força de sedução e encantamento é extremante forte. Assim como a Hidra de Lerna da mitologia Grega, quando uma cabeça é cortada, outra surge no lugar. Parece diferente, mas o propósito é o mesmo.
O cigarro que outrora era motivo de glamour e charme hoje é ameaçado. Sofreu vários golpes para ser extirpado dos hábitos e costumes sociais, mas resiste ferozmente a estes ataques e ainda seduz muita gente jovem.
As Drogas, quando parecem encurraladas e severamente ameaçadas, surgem com outros formatos e em locais ainda mais sedutores e com maior número de usuários. Muitos jovens seduzidos e anestesiados pelo veneno mortal da serpente, ainda tentam se convencer que a droga que eles usam é a mais pura e de menor risco para a saúde, sendo inclusive de uso medicinal.
O álcool estampou as manchetes dos canais de comunicação nos últimos tempos, pois demonstrou inúmeras vezes do que é capaz, do seu potencial de destruição sempre presente em casos de brigas, morte no trânsito, violência doméstica, crescimento do número de dependentes em idade cada vez menor e ocupando o ranking como uma das principais causas de morte. No entanto, parece ressurgir como uma esperança e uma necessidade insubstituível para alegrar o povo nos estádios de futebol durante a copa do mundo de 2014. Será uma nova cabeça da serpente?
Como vimos, há uma semelhança incrível com a Hidra de Lerna da mitologia Grega. Aquela tinha o corpo de dragão, várias cabeças e matava as pessoas apenas com o seu hálito, e esta parece ter o corpo do dinheiro e mata as pessoas apenas pela ilusão.
Não se iluda, é a serpente!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Vida e Profissão – Dois mundos, uma só pessoa ou equilíbrio emocional?

Existe isto, separar os problemas pessoais dos problemas profissionais?
É o que muitos dizem – é preciso aprender a separar as coisas. Mas não é fácil, pois o portador dos problemas, não importa a origem, é a mesma pessoa. Outra coisa que pensamos muito pouco é na divisão do nosso tempo ao longo do dia. O dia tem 24 horas, nem mais e nem menos.

Quanto tempo é gasto com as questões pessoais? Quanto tempo é gasto com as questões profissionais?
Existem inúmeros problemas e situações a serem pensadas em termos de uso do tempo disponível, mas sempre haverá as preocupações com os assuntos familiares e com o progresso na carreira, solteiros ou casados. Há uma realidade presente em ambos os casos, a necessidade de trabalhar para gerar renda e poder contribuir para o sustento da família. A dimensão deste compromisso também será a dimensão da responsabilidade e preocupação com a necessidade de manter e prosperar no emprego para garantir a sobrevivência familiar.

Quando falamos em sobrevivência, estamos pensando em atender as necessidades básicas de qualquer pessoa, que segundo Maslow, são as necessidades fisiológicas de sustentação da vida do ser humano como alimentação, respiração, reprodução, descanso, abrigo, vestimenta, entre outras. Embora seja a base na hierarquia das necessidades, aqui já ocorre uma geração de tensão, pois há os problemas decorrentes do próprio trabalho, o fantasma do desemprego que ronda o mundo corporativo e o peso da responsabilidade na participação na renda familiar, levando a pessoa à constante adaptação e expectativa de progredir para manter o emprego e garantir a satisfação de mais uma de suas necessidades, segurança.
Ao agregar os filhos na composição familiar, uma nova proporção de responsabilidade e preocupação passará a tomar conta dos pensamentos da pessoa. O desenvolvimento e crescimento dos filhos se incumbirão de colocar os problemas decorrentes do percurso de suas próprias vidas, mobilizando maior atenção e tempo nas questões familiares. Não podemos deixar de considerar a possibilidade de surgimento de doenças e de problemas nos inter-relacionamentos familiares, que, por menor que sejam geram preocupação e mobilizam a atenção e tempo das pessoas.

Em geral, esse é o quadro na vida da maioria das pessoas que fazem parte da grande massa da população e ocupam uma vaga de emprego, tendo a força do seu trabalho como a sua trajetória de vida e a busca do sucesso profissional a sua realização.
É esta pessoa, carregada de anseios e expectativas que, diariamente, irá cumprir seu papel e sua função em uma empresa e constituir o chamado ambiente organizacional.

O mercado de trabalho é divido em vários setores de atuação, comércio, financeiro, industrial, saúde, educação, serviços, etc. e, cada um deles, tem uma característica própria, sua linguagem e os problemas específicos de sua área de atuação, quer seja público ou privado.
Trabalhar em qualquer setor significa se submeter às suas especificidades e regras. Ampliar o conhecimento em sua área de atuação, ser criativo e inovador, flexível e colaborador, além do chamado “vestir a camisa”, é condição determinante para conseguir obter sucesso na carreira profissional e se fazer presente no chamado mundo corporativo.

Retomando a divisão do tempo, veremos que a maior parte dele é destinada às questões do trabalho, pois, em geral, oito horas dia é trabalhada, a pessoa dorme em média seis horas, tem uma hora para o almoço e gasta quatro horas no trânsito para a ida e a volta do trabalho. Tirando a hora para o jantar, sobra apenas quatro horas do dia para se dedicar à família e, eventualmente, fazer um curso de aprimoramento como investimento na profissão.
Daí a importância em pensar em saúde e qualidade de vida no trabalho como “o bem-estar físico, psíquico e social, e não apenas a ausência de doenças”, como estabelece a Organização Mundial de Saúde (OMS), pois a maior parte do tempo de uma pessoa é dedicada às questões do trabalho.

Dentro desta perspectiva podemos supor que há uma só pessoa, tentando viver!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O ÓBVIO ÀS VEZES TEM QUE SER DITO – DROGAS E ÁLCOOL MATAM!

Estamos próximo ao Dia Nacional do Combate às Drogas e ao Alcoolismo, dia 20 de fevereiro e, embora repetitivo, é uma data que pode levar as pessoas à reflexão sobre um problema tão grave, que assola as famílias e a nossa sociedade como um todo.
Não se trata de pegar a bandeira do contra, nem tampouco do a favor, mas apenas olhar para os fatos e incentivar a reflexão sobre o assunto. Estudos preliminares do Ministério da Saúde, divulgado em matéria do ESTADÃO, revelou que Consumo de drogas legais e ilegais mata 8 mil pessoas por ano no País: O uso de drogas matou 40.692 pessoas no País entre 2006 e 2010, uma média de 8 mil óbitos por ano. Estudo sobre mortes por drogas legais ou ilegais, registradas no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostra que o álcool é o campeão na mortandade. (ESTADÃO, 04 de fevereiro de 2012)
Que análise faria sobre estes números? É pouco, comparado à população como um todo, ou, ah! Não é a droga que eu uso ou que meu filho usa, ou, ainda bem que eu só uso esporadicamente e durante o dia eu não uso, ou, pior ainda, só é perigoso para quem usa todos os dias ou mistura várias drogas, etc, etc...
Existe outra realidade atrelada a este fato, o sofrimento das famílias. Há um multiplicador da doença no seio familiar, através dos danos causados à saúde física e psicológica, que acaba afetando os que convivem com um dependente químico. Há ainda a questão do comportamento aprendido que influenciará a educação das crianças envolvidas com a questão.
O ser humano age e reage de acordo com sua percepção e sentimentos e, também, às vezes terá uma tendência a valorizar apenas o que acontece ao seu redor. Não se trata de egoísmo ou descaso para com o próximo, mas é uma forma seletiva da mente na busca dos interesses de cada pessoa. Por isso é importante a reflexão, pois, à medida que passamos a pensar sobre um determinado assunto, nossa mente, seletivamente, nos manterá “conectado” em assuntos correlatos. Outra questão a se pensar é, e se o dependente químico fosse o meu filho, minha filha, o meu pai ou minha mãe, a minha irmã ou meu irmão, qual peso e valor eu daria ao assunto?
Também devemos pensar que, além das questões legais, e econômico-financeira de investimentos em saúde pública, há ainda, as questões sociais e psicológicas que atingem diretamente as famílias nos aspectos de segurança, educação, violência e trabalho. Nossa vida, nossa personalidade e nossa sociedade são estruturadas em alguns princípios e valores, que se tornaram os pilares de sustentação da sociedade capitalista. Sem a educação, a saúde e o emprego, não há produção, progresso ou desenvolvimento social, nesse mundo globalizado.
As organizações ocupam um papel central no crescimento e desenvolvimento social.
Hoje, no mundo corporativo global, se propaga que a qualidade de vida no trabalho é uma estratégia fundamental para o crescimento e desenvolvimento das organizações em um mundo globalizado e competitivo, sendo o capital humano, o seu principal ativo. Desta forma, além de ser a única fonte geradora de recursos financeiros e de renda para muitas pessoas e famílias, as organizações podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida de seus colaboradores, influenciando o comportamento destes, dentro e fora do ambiente de trabalho.
Por isto, trabalhar a conscientização das pessoas para os males das drogas e do alcoolismo, através dos programas de qualidade de vida e bem estar no trabalho, tornam-se relevante, pois, além de contribuir para a melhoria da saúde e do ambiente interno na organização, poderá contribuir para melhoria da qualidade de vida pessoal e familiar e, consequentemente, para a nossa sociedade como um todo.
Na maioria das vezes, as empresas investem em qualidade da produção e do produto e deixam de investir em qualidade de vida, por achar que os programas são extensos e onerosos, ou que tal assunto não se aplica ao seu ramo de atividade ou porte, quando, na realidade, muitas vezes, bastaria dizer o óbvio para que o processo de mudança se instale na mente das pessoas, pois, a consciência é um caminho irreversível.
Sabemos que o uso de drogas e álcool faz mal à saúde pessoal e profissional, mas a quantidade de usuários aumenta, assustadoramente, em nossa sociedade. Também sabemos que a implantação de um programa de qualidade de vida só trará benefícios e melhoria à vida das pessoas, e ao ambiente organizacional, é óbvio, mas não custa dizer novamente.
Uma vez que o álcool e as drogas causam a desgraça pessoal, profissional e social, e todo mundo já sabe, mas continuam a usar, porque não começar por aí – dizendo esse óbvio: que não importa o sexo, o credo, a profissão ou o status social – drogas e álcool matam!
É óbvio, mas pense nisso!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Afeto - O mensageiro do amor


A expressão dos sentimentos ou emoções de todo ser humano e é caracterizado como afeto. Ocupa um relevante papel no psiquismo humano por ser o portador de um estado de humor, captado pela nossa percepção como alegria, tristeza, raiva, ressentimento, ódio, carinho ou amor, presente nas relações humanas.
A capacidade de expressão do afeto é inerente ao ser humano e ocupou, ao longo dos tempos, as mais variadas formas de expressão, quer seja individual ou coletiva. A história humana é pontilhada por manifestações de amor e ódio.
Os poetas, os músicos, os artistas, os escritores muito contribuíram através de suas obras para ajudar o ser humano a expressar sua forma mais sublime de afeto, aprender a amar.
Da mesma forma, pessoas simples, mas sensíveis à vida, contribuem par semear o amor, pois em atitudes isoladas ou em movimentos coletivos, puderam expressar suas emoções e fazer a diferença em algum momento de sua vida, de sua comunidade, de sua cidade ou, até mesmo de seu país.
O homem é caracterizado pelos seus valores, costumes e símbolos. Dentre eles algumas datas são eleitas e cultuadas como uma forma de expressão coletiva de afeto, como o dia das mães, o dia das crianças e o natal.
Todas as datas são carregas de significados e expressão de afeto. No entanto, o natal parece envolvido em uma magia, capaz de mobilizar as pessoas em um único sentimento, o amor. As pessoas esquecem as mágoas, os ressentimentos, as divergências e os desafetos. Pelo menos por um dia exercem sua capacidade de amar o próximo, expressando esses sentimentos em suas festividades, na troca de presentes e até mesmo em um simples abraço, a forma mais singela de afeto.
Ao mesmo tempo em que comemoramos o natal é o prenúncio de que o ano esta terminando e estaremos próximos de virarmos mais uma página na história de nossas vidas. É um bom momento para reflexão, para renovar nossos votos de compromissos e desafios que nos impomos como motivação para o ano que está por começar.
É hora de revermos nossas atitudes, de avaliarmos a importância que demos àqueles que estão ao nosso redor, família, namorada(o), amigos e colegas de trabalho, se fomos capazes de apreciar o sorriso de uma criança, pois este é a primeira e mais pura expressão de afeto.
Em nossa avaliação, possivelmente encontraremos nossas falhas. Algumas podem responder pela atualização de nossas mágoas e ressentimentos, pela insegurança e incerteza que, muitas vezes, cumprem o papel de dificultar o nosso processo de crescimento e desenvolvimento como ser humano. Não tenha medo. É melhor enfrentar o medo de frente uma vez, do que correr dele o resto da vida.
A história humana também mostra que o amor sempre venceu o ódio. Desta forma, faça um gesto de amor, de superação, de um abraço naqueles que você ama. O abraço é uma forma simples de expressar os seus sentimentos e pode ser o mensageiro do seu amor.
A grandeza de um ser humano está, muitas vezes, em pequenos gestos.
Feliz Natal,  inigualável Ano Novo e um forte abraço!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Divisão do emprego – Utopia ou Realidade!

A divisão do trabalho tem sido pensada desde o Taylorismo. Buscar a melhor forma de produzir norteou as ações e as metas das organizações ao longo dos anos. Motivadas pela concorrência e competitividade, novas máquinas e tecnologias foram desenvolvidas, levando o processo produtivo à automação e à grande produção em escala.
Houve muitas críticas a este desenvolvimento por que parecia sinalizar que o homem passaria a ocupar um papel secundário frente a tanta tecnologia e sofisticação dos processos produtivos. Demorou um bom tempo para que a ciência apontasse algumas doenças decorrentes desta nova forma de trabalho.
Se olharmos para trás, veremos que Charles Chaplin, em seu filme: “Tempos Modernos” satirizava as doenças comportamentais e mentais, desencadeadas pela automação industrial. Foi, e é muito engraçada a forma como ele abordou o assunto, no entanto, ele, talvez, jamais poderia imaginar aonde iríamos chegar, tanto em tecnologia quanto em doenças ocupacionais. Mas este foi o preço do progresso.
Foi este desenvolvimento que possibilitou a expansão do capitalismo e a globalização. No entanto, algo está errado, pois o capitalismo parece implodir.
Em que deixamos de evoluir ou o que não acompanhou a evolução? Foram as pessoas, as organizações, a política, a diversidade cultural, a desigualdade social?
Cresce a população, crescem os problemas. Chegamos a sete bilhões de habitantes. Aonde isto vai nos levar se, no aqui e agora já são tantos os problemas e pagamos um preço alto pelas inconseqüências deste crescimento desenfreado e desigual.
A sociedade estabeleceu os pilares de seu desenvolvimento na família, no trabalho e no capital.
A família mudou alguns padrões, mas cumpre o papel, procriar. O capital já está dividido há muito tempo, demarcando o território entre a riqueza e a pobreza. O trabalho parece ser o único a estar ameaçado, pois, a cada nova crise aumenta o número de desempregados.
É uma equação que não fecha. Cresce a população, diminui o emprego. Ou seja, aumenta a força produtiva e reduz a oferta de emprego. A alimentação é uma necessidade fisiológica básica e não importa se mudamos nossos padrões culturais, sociais ou tecnológicos, precisamos saciar a fome e para tal, deparamos com outra situação básica: emprego, trabalho, renda, alimentação, moradia, etc., etc.
Se há mais trabalhadores do que vagas de emprego talvez a saída agora seja dividir o emprego, ou seja, uma mesma vaga será ocupada por duas pessoas. A racionalização do tempo e do trabalho, agora será feita para otimizar o emprego.
A redução da carga horária de trabalho poderá contribuir para a melhoria da saúde e da qualidade de vida e com a, conseqüente, redução das doenças ocupacionais.
Dividir o emprego pode ser uma utopia, mas a necessidade de emprego é uma realidade, pois é a base de sustentação da nossa sociedade.
A história da humanidade é marcada por realizações utópicas que se tornaram realidade. Não precisa ir muito longe, basta perceber em que aparelho esta lendo este artigo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O Povo da Redoma de Vidro

Ao pensarmos na evolução da humanidade, veremos que muitos foram os caminhos percorridos em sua trajetória ao desenvolvimento. A evolução se deu através de seus questionamentos. Indagar sobre o seu passado e sobre o seu futuro levou o ser humano a fantásticas realizações, a descobertas extraordinárias e inovações que marcaram profundamente sua forma de vida. Necessidades relacionadas a viver mais e melhor, a conhecer, conquistar e aprender levou o homem a buscar respostas que puderam ajudá-lo a esclarecer sobre sua existência e a sua relação com a natureza.
Já nos primórdios de nossa civilização, esse instinto fez com que surgissem novas formas de pensar o mundo para garantir maior segurança, conforto e satisfação. O homem aprendeu a conviver em grupo para caçar, lutar pela defesa de seu território e, principalmente, para enfrentar as adversidades da natureza.
A cada nova era, a cada nova configuração de sua forma de vida, mais uma etapa era superada, mais um passo era dado na construção do futuro.
Em todas as áreas do conhecimento humano, sempre houve grandes pensadores, grandes inovadores homens posicionados à frente de seu tempo. Homens que ousaram questionar, desafiar e lutar para construir o futuro. Homens como Galileu, Copérnico, Isaac Newton, Thomas Edison, Albert Einstein, Karl Marx, Freud e tantos outros, que marcaram profundamente a vida humana e ficarão eternizados nos anais da história.
Os “questionamentos” tornaram-se a essência de sua vida!
Fatos marcantes, como a descoberta do fogo, da roda, o primeiro tear, a primeira máquina a vapor, o surgimento da aviação, do computador e as viagens ao espaço pontilharam o seu desenvolvimento.

Simultaneamente, a estes avanços, ocorre o crescimento da população e, inevitavelmente, a interação entre povos e culturas fez crescer também o mercantilismo e intensificar a competitividade. Dentro deste contexto de busca da melhoria nasce o capitalismo e, consequentemente, a globalização.

Novas etapas se abriram para a construção do futuro da humanidade e, conseqüentemente, novos conhecimentos e novos problemas são incorporados ao processo evolutivo do homem. Nasce uma nova configuração social, uma nova forma de interação entre os povos, mas também, cresce a pobreza e a desigualdade entre os homens.
Motivados pelo modismo, sexo e ilusões, a população e as classes menos favorecidas vão crescendo e sendo empurrada pelo rolo compressor da evolução e da modernidade, para as periferias das grandes capitais.

É cada vez maior a distância que separa o sonho e a realidade dessa gente.

Mas, o povo do novo mundo, agora conectado à internet e ligado a um aparelho de TV, por onde transitam os seus desejos e se alimentam de fantasias e ilusões, começam a perceber que algo está errado. Esse mundo não é tão belo quanto parecia ser. Desesperados por ver e sentir que na vida real os velhos fantasmas, tais como o desemprego e a fome, ainda rondam a cidade, é necessário buscar alívio para esta frustração em um copo de bebida, em um cigarro ou numa droga qualquer que possa aplacar essa angústia e desilusão; coisa que o velho futebol parece não dar mais conta de cumprir o papel.

Mesmo com a visão embaçada e os pensamentos confusos, essa gente sofrida, percebe que há uma redoma de vidro que insiste em isolá-los de alguns prazeres e possibilidades que parecem pertencer apenas a uma pequena parcela da população.
Até mesmo as crianças, que antes, o maior delito era a desobediência apenas aos pais, agora vagam pelas muralhas da redoma, procurando uma brecha, uma rachadura, para dar uma olhada e, se possível, furtar objetos para sentir o gosto que tem a vida do povo do outro lado da muralha da redoma de vidro.

Algo está muito errado!

Parecem comprometidos os valores e propósitos pelos quais a humanidade deu os seus primeiros passos e pelo que tanto lutou, a busca de um futuro onde possa perpetuar o seu antigo desejo de conhecer, questionar, indagar, superar obstáculos para viver mais e melhor, removendo a redoma da injustiça e da desigualdade social.

Isto sim é liberdade!

domingo, 21 de agosto de 2011

A Implosão do Capitalismo e as Novas Formas do Adoecer

O princípio básico do capitalismo é um sistema econômico onde há o detentor do capital ou meio de produção (terras, máquinas, mercadorias, etc.), e o fornecedor da força de trabalho, onde se concentra a grande maioria das pessoas. Mas, desde o seu início, em meados do séc. XV, o capitalismo teve suas várias fases de desenvolvimento, passando do capitalismo comercial para o capitalismo industrial, capitalismo financeiro e, finalmente,o chamado capitalismo informacional ou do conhecimento.

Tais mudanças, provocaram a evolução tecnológica, levando o homem a uma nova configuração social, onde talvez, ele jamais ousara antes pensar, o mundo globalizado. Fatores econômicos, políticos e sociais foram os desencadeantes destas mudanças, embora, coincidentemente, marcadas pela ocorrência de duas grandes guerras mundiais, entre um período e outro.

Como sabemos, mudam-se os nomes,regras, bens de produção, tecnologia,etc  mas a  divisão do capital continua desigual. Uma pequena parcela da população detém o capital, portanto, o poder e, a grande mairoria, continua a vender sua força de trabalho. Embora sejam livres e tenham a ilusão de que poderão ficar ricos, através do progresso em uma brilhante carreira profissional ou na sorte grande de um premio de loteria. Quanta ilusão!
 Dentro desse contexto, ilusão e realidade, está o Ser humano; um indivíduo portador de um sonho, de sua força de trabalho e da sua inesgotável esperança no futuro.
Futuro este, que parece estar ameaçado a cada dia, por inúmeros problemas que circundam a vida das pessoas provenientes do próprio mundo globalizado, dessa nova configuração social, ou então, pelo fantasma do desemprego, que assola a vida de uma parcela considerável da população economicamente produtiva e assombra, diariamente, a classe trabalhadora.
As pessoas estão assustadas e com a percepção mais aguçada, com suas crescentes dificuldades e com as constantes notícias que atravessam os oceanos em fração de segundos, relatando os levantes de protestos que eclodem aqui e ali, revelando um descontentamento generalizado; as crises econômico-financeiras que brotam na Europa a cada dia, e, mais recentemente, nos Estados Unidos. Opa! algo está errado.
O pior desta situação, é que novas formas do adoecer psíquico tem se instalado na vida das pessoas, nas famílias, na sociedade como um todo. Haja vista sua manifestação nas diversas formas das chamadas doenças da modernidade, ansiedade, depressão, pânico, crescente abuso  e uso de álcool e drogas, principalmente entre os jovens e, medo da violência oriundo dos atrevidos tipos de assaltos, praticados contra um dos pilares de sustentação do capitalismo e do direito do cidadão,o patrimônio pessoal.
Não há dúvidas que o sistema capitalista está com problemas, que até mesmo para um leigo é possível perceber, porque sente na própria pele, assim como sente as novas formar do adoecer.
A questão não é simples, mas relativamente fácil de entender,  não tenho o capital, mas tenho a força de trabalho para vender, mas vender pra quem? Não há empregos suficientes e, o que mais assusta agora, existe uma ameaça às empresas, fonte geradora de empregos e de alimentação da vida social. Além de sua imensurável importância como facilitadora e provedora de recursos para satisfação das necessidades e sobrevivência das pessoas.
O risco do colapso financeiro mundial, bate à porta diariamente. Sintomas e sinais de doenças, antes nunca observadas com tamanha frequência e quantidade de doentes crescem a cada dia, levando as pessoas à procura da auto-medicação (álcool e drogas), alimentação compulssiva, alterações comportamentais, manifestação da agressividade de todos os tipos, formas e em todas as faixas etárias, etc, etc. etc.
Vivemos um período de grande turbulência.
 É necessário muita calma e reflexão por parte de todos, mas, principalemente, por aqueles que são detentores do poder, dos governantes, pois, nossa história é marcada por duas grandes guerras desencadeadas pela busca da expansão de poder  e pelas crises do capitalismo.
 Freud afirmava que o homem tem tendência a compulsão à repetição. Espero que as duas grandes guerras tenha sido apenas uma coincidência.