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O Pior Sintoma é Aquele que Não Vemos! A Prática da Saúde Preventiva é uma boa opção para a melhoria da Qualidade de Vida.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Afeto - O mensageiro do amor


A expressão dos sentimentos ou emoções de todo ser humano e é caracterizado como afeto. Ocupa um relevante papel no psiquismo humano por ser o portador de um estado de humor, captado pela nossa percepção como alegria, tristeza, raiva, ressentimento, ódio, carinho ou amor, presente nas relações humanas.
A capacidade de expressão do afeto é inerente ao ser humano e ocupou, ao longo dos tempos, as mais variadas formas de expressão, quer seja individual ou coletiva. A história humana é pontilhada por manifestações de amor e ódio.
Os poetas, os músicos, os artistas, os escritores muito contribuíram através de suas obras para ajudar o ser humano a expressar sua forma mais sublime de afeto, aprender a amar.
Da mesma forma, pessoas simples, mas sensíveis à vida, contribuem par semear o amor, pois em atitudes isoladas ou em movimentos coletivos, puderam expressar suas emoções e fazer a diferença em algum momento de sua vida, de sua comunidade, de sua cidade ou, até mesmo de seu país.
O homem é caracterizado pelos seus valores, costumes e símbolos. Dentre eles algumas datas são eleitas e cultuadas como uma forma de expressão coletiva de afeto, como o dia das mães, o dia das crianças e o natal.
Todas as datas são carregas de significados e expressão de afeto. No entanto, o natal parece envolvido em uma magia, capaz de mobilizar as pessoas em um único sentimento, o amor. As pessoas esquecem as mágoas, os ressentimentos, as divergências e os desafetos. Pelo menos por um dia exercem sua capacidade de amar o próximo, expressando esses sentimentos em suas festividades, na troca de presentes e até mesmo em um simples abraço, a forma mais singela de afeto.
Ao mesmo tempo em que comemoramos o natal é o prenúncio de que o ano esta terminando e estaremos próximos de virarmos mais uma página na história de nossas vidas. É um bom momento para reflexão, para renovar nossos votos de compromissos e desafios que nos impomos como motivação para o ano que está por começar.
É hora de revermos nossas atitudes, de avaliarmos a importância que demos àqueles que estão ao nosso redor, família, namorada(o), amigos e colegas de trabalho, se fomos capazes de apreciar o sorriso de uma criança, pois este é a primeira e mais pura expressão de afeto.
Em nossa avaliação, possivelmente encontraremos nossas falhas. Algumas podem responder pela atualização de nossas mágoas e ressentimentos, pela insegurança e incerteza que, muitas vezes, cumprem o papel de dificultar o nosso processo de crescimento e desenvolvimento como ser humano. Não tenha medo. É melhor enfrentar o medo de frente uma vez, do que correr dele o resto da vida.
A história humana também mostra que o amor sempre venceu o ódio. Desta forma, faça um gesto de amor, de superação, de um abraço naqueles que você ama. O abraço é uma forma simples de expressar os seus sentimentos e pode ser o mensageiro do seu amor.
A grandeza de um ser humano está, muitas vezes, em pequenos gestos.
Feliz Natal,  inigualável Ano Novo e um forte abraço!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Divisão do emprego – Utopia ou Realidade!

A divisão do trabalho tem sido pensada desde o Taylorismo. Buscar a melhor forma de produzir norteou as ações e as metas das organizações ao longo dos anos. Motivadas pela concorrência e competitividade, novas máquinas e tecnologias foram desenvolvidas, levando o processo produtivo à automação e à grande produção em escala.
Houve muitas críticas a este desenvolvimento por que parecia sinalizar que o homem passaria a ocupar um papel secundário frente a tanta tecnologia e sofisticação dos processos produtivos. Demorou um bom tempo para que a ciência apontasse algumas doenças decorrentes desta nova forma de trabalho.
Se olharmos para trás, veremos que Charles Chaplin, em seu filme: “Tempos Modernos” satirizava as doenças comportamentais e mentais, desencadeadas pela automação industrial. Foi, e é muito engraçada a forma como ele abordou o assunto, no entanto, ele, talvez, jamais poderia imaginar aonde iríamos chegar, tanto em tecnologia quanto em doenças ocupacionais. Mas este foi o preço do progresso.
Foi este desenvolvimento que possibilitou a expansão do capitalismo e a globalização. No entanto, algo está errado, pois o capitalismo parece implodir.
Em que deixamos de evoluir ou o que não acompanhou a evolução? Foram as pessoas, as organizações, a política, a diversidade cultural, a desigualdade social?
Cresce a população, crescem os problemas. Chegamos a sete bilhões de habitantes. Aonde isto vai nos levar se, no aqui e agora já são tantos os problemas e pagamos um preço alto pelas inconseqüências deste crescimento desenfreado e desigual.
A sociedade estabeleceu os pilares de seu desenvolvimento na família, no trabalho e no capital.
A família mudou alguns padrões, mas cumpre o papel, procriar. O capital já está dividido há muito tempo, demarcando o território entre a riqueza e a pobreza. O trabalho parece ser o único a estar ameaçado, pois, a cada nova crise aumenta o número de desempregados.
É uma equação que não fecha. Cresce a população, diminui o emprego. Ou seja, aumenta a força produtiva e reduz a oferta de emprego. A alimentação é uma necessidade fisiológica básica e não importa se mudamos nossos padrões culturais, sociais ou tecnológicos, precisamos saciar a fome e para tal, deparamos com outra situação básica: emprego, trabalho, renda, alimentação, moradia, etc., etc.
Se há mais trabalhadores do que vagas de emprego talvez a saída agora seja dividir o emprego, ou seja, uma mesma vaga será ocupada por duas pessoas. A racionalização do tempo e do trabalho, agora será feita para otimizar o emprego.
A redução da carga horária de trabalho poderá contribuir para a melhoria da saúde e da qualidade de vida e com a, conseqüente, redução das doenças ocupacionais.
Dividir o emprego pode ser uma utopia, mas a necessidade de emprego é uma realidade, pois é a base de sustentação da nossa sociedade.
A história da humanidade é marcada por realizações utópicas que se tornaram realidade. Não precisa ir muito longe, basta perceber em que aparelho esta lendo este artigo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O Povo da Redoma de Vidro

Ao pensarmos na evolução da humanidade, veremos que muitos foram os caminhos percorridos em sua trajetória ao desenvolvimento. A evolução se deu através de seus questionamentos. Indagar sobre o seu passado e sobre o seu futuro levou o ser humano a fantásticas realizações, a descobertas extraordinárias e inovações que marcaram profundamente sua forma de vida. Necessidades relacionadas a viver mais e melhor, a conhecer, conquistar e aprender levou o homem a buscar respostas que puderam ajudá-lo a esclarecer sobre sua existência e a sua relação com a natureza.
Já nos primórdios de nossa civilização, esse instinto fez com que surgissem novas formas de pensar o mundo para garantir maior segurança, conforto e satisfação. O homem aprendeu a conviver em grupo para caçar, lutar pela defesa de seu território e, principalmente, para enfrentar as adversidades da natureza.
A cada nova era, a cada nova configuração de sua forma de vida, mais uma etapa era superada, mais um passo era dado na construção do futuro.
Em todas as áreas do conhecimento humano, sempre houve grandes pensadores, grandes inovadores homens posicionados à frente de seu tempo. Homens que ousaram questionar, desafiar e lutar para construir o futuro. Homens como Galileu, Copérnico, Isaac Newton, Thomas Edison, Albert Einstein, Karl Marx, Freud e tantos outros, que marcaram profundamente a vida humana e ficarão eternizados nos anais da história.
Os “questionamentos” tornaram-se a essência de sua vida!
Fatos marcantes, como a descoberta do fogo, da roda, o primeiro tear, a primeira máquina a vapor, o surgimento da aviação, do computador e as viagens ao espaço pontilharam o seu desenvolvimento.

Simultaneamente, a estes avanços, ocorre o crescimento da população e, inevitavelmente, a interação entre povos e culturas fez crescer também o mercantilismo e intensificar a competitividade. Dentro deste contexto de busca da melhoria nasce o capitalismo e, consequentemente, a globalização.

Novas etapas se abriram para a construção do futuro da humanidade e, conseqüentemente, novos conhecimentos e novos problemas são incorporados ao processo evolutivo do homem. Nasce uma nova configuração social, uma nova forma de interação entre os povos, mas também, cresce a pobreza e a desigualdade entre os homens.
Motivados pelo modismo, sexo e ilusões, a população e as classes menos favorecidas vão crescendo e sendo empurrada pelo rolo compressor da evolução e da modernidade, para as periferias das grandes capitais.

É cada vez maior a distância que separa o sonho e a realidade dessa gente.

Mas, o povo do novo mundo, agora conectado à internet e ligado a um aparelho de TV, por onde transitam os seus desejos e se alimentam de fantasias e ilusões, começam a perceber que algo está errado. Esse mundo não é tão belo quanto parecia ser. Desesperados por ver e sentir que na vida real os velhos fantasmas, tais como o desemprego e a fome, ainda rondam a cidade, é necessário buscar alívio para esta frustração em um copo de bebida, em um cigarro ou numa droga qualquer que possa aplacar essa angústia e desilusão; coisa que o velho futebol parece não dar mais conta de cumprir o papel.

Mesmo com a visão embaçada e os pensamentos confusos, essa gente sofrida, percebe que há uma redoma de vidro que insiste em isolá-los de alguns prazeres e possibilidades que parecem pertencer apenas a uma pequena parcela da população.
Até mesmo as crianças, que antes, o maior delito era a desobediência apenas aos pais, agora vagam pelas muralhas da redoma, procurando uma brecha, uma rachadura, para dar uma olhada e, se possível, furtar objetos para sentir o gosto que tem a vida do povo do outro lado da muralha da redoma de vidro.

Algo está muito errado!

Parecem comprometidos os valores e propósitos pelos quais a humanidade deu os seus primeiros passos e pelo que tanto lutou, a busca de um futuro onde possa perpetuar o seu antigo desejo de conhecer, questionar, indagar, superar obstáculos para viver mais e melhor, removendo a redoma da injustiça e da desigualdade social.

Isto sim é liberdade!

domingo, 21 de agosto de 2011

A Implosão do Capitalismo e as Novas Formas do Adoecer

O princípio básico do capitalismo é um sistema econômico onde há o detentor do capital ou meio de produção (terras, máquinas, mercadorias, etc.), e o fornecedor da força de trabalho, onde se concentra a grande maioria das pessoas. Mas, desde o seu início, em meados do séc. XV, o capitalismo teve suas várias fases de desenvolvimento, passando do capitalismo comercial para o capitalismo industrial, capitalismo financeiro e, finalmente,o chamado capitalismo informacional ou do conhecimento.

Tais mudanças, provocaram a evolução tecnológica, levando o homem a uma nova configuração social, onde talvez, ele jamais ousara antes pensar, o mundo globalizado. Fatores econômicos, políticos e sociais foram os desencadeantes destas mudanças, embora, coincidentemente, marcadas pela ocorrência de duas grandes guerras mundiais, entre um período e outro.

Como sabemos, mudam-se os nomes,regras, bens de produção, tecnologia,etc  mas a  divisão do capital continua desigual. Uma pequena parcela da população detém o capital, portanto, o poder e, a grande mairoria, continua a vender sua força de trabalho. Embora sejam livres e tenham a ilusão de que poderão ficar ricos, através do progresso em uma brilhante carreira profissional ou na sorte grande de um premio de loteria. Quanta ilusão!
 Dentro desse contexto, ilusão e realidade, está o Ser humano; um indivíduo portador de um sonho, de sua força de trabalho e da sua inesgotável esperança no futuro.
Futuro este, que parece estar ameaçado a cada dia, por inúmeros problemas que circundam a vida das pessoas provenientes do próprio mundo globalizado, dessa nova configuração social, ou então, pelo fantasma do desemprego, que assola a vida de uma parcela considerável da população economicamente produtiva e assombra, diariamente, a classe trabalhadora.
As pessoas estão assustadas e com a percepção mais aguçada, com suas crescentes dificuldades e com as constantes notícias que atravessam os oceanos em fração de segundos, relatando os levantes de protestos que eclodem aqui e ali, revelando um descontentamento generalizado; as crises econômico-financeiras que brotam na Europa a cada dia, e, mais recentemente, nos Estados Unidos. Opa! algo está errado.
O pior desta situação, é que novas formas do adoecer psíquico tem se instalado na vida das pessoas, nas famílias, na sociedade como um todo. Haja vista sua manifestação nas diversas formas das chamadas doenças da modernidade, ansiedade, depressão, pânico, crescente abuso  e uso de álcool e drogas, principalmente entre os jovens e, medo da violência oriundo dos atrevidos tipos de assaltos, praticados contra um dos pilares de sustentação do capitalismo e do direito do cidadão,o patrimônio pessoal.
Não há dúvidas que o sistema capitalista está com problemas, que até mesmo para um leigo é possível perceber, porque sente na própria pele, assim como sente as novas formar do adoecer.
A questão não é simples, mas relativamente fácil de entender,  não tenho o capital, mas tenho a força de trabalho para vender, mas vender pra quem? Não há empregos suficientes e, o que mais assusta agora, existe uma ameaça às empresas, fonte geradora de empregos e de alimentação da vida social. Além de sua imensurável importância como facilitadora e provedora de recursos para satisfação das necessidades e sobrevivência das pessoas.
O risco do colapso financeiro mundial, bate à porta diariamente. Sintomas e sinais de doenças, antes nunca observadas com tamanha frequência e quantidade de doentes crescem a cada dia, levando as pessoas à procura da auto-medicação (álcool e drogas), alimentação compulssiva, alterações comportamentais, manifestação da agressividade de todos os tipos, formas e em todas as faixas etárias, etc, etc. etc.
Vivemos um período de grande turbulência.
 É necessário muita calma e reflexão por parte de todos, mas, principalemente, por aqueles que são detentores do poder, dos governantes, pois, nossa história é marcada por duas grandes guerras desencadeadas pela busca da expansão de poder  e pelas crises do capitalismo.
 Freud afirmava que o homem tem tendência a compulsão à repetição. Espero que as duas grandes guerras tenha sido apenas uma coincidência.

domingo, 31 de julho de 2011

AS BARREIRAS DO “COMPLETO BEM-ESTAR” PARA A SAÚDE DA POPULAÇÃO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define: “saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças”.
Esta definição trouxe uma nova perspectiva e quebrou velhos paradigmas sobre o que significa ter saúde. Ao mesmo tempo, coloca em evidência outras questões que dizem respeito ao acesso à saúde para ter uma vida saudável.

O que nos mostra diariamente os noticiários, são as dificuldades encontradas pela população mais carente para o acesso à saúde. E o pior é que o problema atinge todas as regiões do país. Mesmo nas capitais, onde, em geral, há maiores recursos, os problemas estão relacionados com a grande quantidade de pessoas frente à pouca disponibilidade dos serviços. Ir para as regiões mais afastadas a situação torna-se ainda pior, pois, além do grande contingente de pessoas, não tem todos os serviços que demandam a população. Vimos casos em que o doente, tem que viajar para outra cidade, quando não para outro estado, afim de buscar por um atendiemento, engrossando as filas de espera. Este é o quadro que diz respeito ao bem-estar físico da saúde. É lamentável!

Quanto ao lado mental, ou seja, o psicológico, trombamos  com outra realidade ainda mais dura, pois, além da questão da disponibilidade do serviço, nos deparamos com as questões culturais e financeiras da população. Em 2008 tive a oportunidade de realizar uma pesquisa junto à algumas Unidades Básicas da Saúde – SUS onde verificava, exatamente, como era a procura e o entendimento da população frente as suas questões de ordem pisíquicas e como as teorias psicológicas respondiam a estas necessidades e dúvidas. Foi muito gratificante, pois, além da oportunidade de presenciar o empenho das psicólogas daquelas unidades para atender todos tipos de demanda e, muitas vezes, com falta de materias de trabalho, vimos o quanto a população carente já procurava por este tipo de serviço, mesmo, é claro, sem muitas vezes ter o completo entendimento e a dimensão de seus problemas.

Com o propósito de retomar o assunto do uso da psicologia como parte do processo da saúde, coloquei neste blog uma pesquisa que questionava: “O que impede a pessoa de procurar ajuda psicológica”, para o que, inclusive, quero agradecer a todas as pessoas que participaram dando a sua opinião, cujas respostas revelaram os seguintes resutados: 51%  problema principal é o Custo; 22%  não percebe seus problemas; 17%  diz ser o preconceito e 10% não sabe quando deve procurar ajuda.
Trata-se apenas de uma pequena amostra, que com certeza, representa uma boa fatia da população, mas os resultados nos possibilita algumas constatações para este tipo de serviço, ou seja, é uma parte importante e essencial no conjunto da saúde, conforme preconiza a OMS, e evidencia o interesse e procura por parte da população, mesmo que ainda, esbarram nas questões culturais e financeiras.

Não vamos nos aprofundar em nenhum tópico, mas poderíamos observar que por se tratar de um tema que resvala ainda em alguns traços de preconceitos já não é o maior problema, visto o seu baixo percentual, 17%. Outra questão também reveladora é que, a soma de “percepção de seus problemas” com o “não saber quando procurar ajuda”,  totalizam 32% dos votos o que pode sugerir que as pessoas estão um pouco confusas e submetidas a novos fatores de adoecimento psíquico, consequência das novas configurações e pressões presentes no âmbito familiar, social e profissional, oriundas do advento da globalização. É a realidade global!

A questão de custos, nos remete aos problemas sociais que há muito já assolam a população mais carente. A questão é, primeiro, entendermos se é custo elevado para este serviço ou porque a renda salarial da grande maioria da população é baixa. Vivemos um período de estabilização da moeda, desde o plano real, no entanto, ele não mudou muito a questão do poder aquisitivo da maior parte das pessoas. Vimos a cada dia, várias notícias de pessoas saindo da linha abaixo da pobreza mas, não vemos falar de pessoas saindo da pobreza, com a mesma empolgação.

De qualquer forma, esse resultado mostra que tem pessoas que desejam o serviço psicológico, mas são barradas pelas questões financeiras e para isso, sugiro pesquisarem nas faculdades que tenham o curso de psicologia e disponibilizam em suas clínicas serviço gratuíto à população. Outra possibilidade é no próprio SUS, como mencionei, que também oferecem atendimento psicológico. Fazer uma pesquisa na internet a procura destes serviços e por último, ao buscar a ajuda psicólogica, conversar com o profissional sobre suas possibilidades e achar um denominador que atenda aos dois lados.

De todo modo, mesmo sendo difícil atingir esse tão almejado completo bem-estar, vimos que vivemos um novo paradigma, uma nova realidade em termos de visão de homem, de valores e em termos de sociedade. Estamos em uma fase de transição e como tal, é necessário um período de adaptação, principalmente em um país com tanta diversidade cultural.

Todas essas questões nos remete a uma questão central, que é a melhoria da qualidade de vida que, mesmo com tantos obstáculos, podemos achar o nosso jeito. O que importa é a tomada de consciência, pois, este é o grande passo para qualquer mudança.

Saúde também começa no mundo das idéias!

sábado, 16 de julho de 2011

O Medo que nos visitava nas noites de infância agora anda ao nosso lado

Quem pode afirmar que não se lembra de ter passado por algum medo em sua infância. Era por histórias do “bicho papão”, por contos de terror, por uma roupa ou uma cortina gerando uma sombra e assumindo o formato dos mais assustadores monstros imaginários ou bruxas além é claro, do acordar repentino para fugir de um terrível pesadelo.
Éramos refém de nosso próprio medo criado em fantasia e não havia argumento suficiente que pudesse nos tranqüilizar, além de pequenos cuidados e estratégias adequadas, tais como cobrir a cabeça, dormir com a luz acesa e, se fosse muito assustador, buscar refúgio embaixo da cama, no armário ou no quarto dos pais. Era necessário, estávamos convictos de que daquela noite não passávamos. Com o passar dos anos, esse medo criado em fantasia vai se atenuando até tornar-se uma alegre lembrança dos tempos de criança e parte da nossa história de vida.
 Havia histórias reais do cotidiano da vida que também provocavam medo, mas talvez não com tanta freqüência e descaramento como os de agora. Eram os casos de roubo, assalto a mão armada, crimes de todos os tipos como os de hoje, desavenças entre crianças na escola, atropelamentos, pedofilia, estupros, abuso sexual de crianças, etc.
O aumento da criminalidade hoje é decorrente do aumento da população e das causas já conhecidas pobreza e a desigualdade social. O diferencial é que o crime se modernizou, informatizou e seus praticantes são, em sua grande maioria, jovens.
O que assusta não é a variação estatística dos índices de violência no país, mas sim a variação da faixa etária envolvida na prática dessa violência e algumas novas modalidades que ultrapassam qualquer tipo de barreira e respeito ao poder público, as leis e aos cidadãos. Parece não haver mais um lugar totalmente seguro, quer seja dentro do seu carro em uma rodovia, estrada, trânsito urbano, em bares, em restaurantes, em sua casa, em seu prédio e até mesmo em escolas e em empresas.
Estamos reféns da violência, e, novamente com medo, em nossa própria casa.
As experiências do passado ajudam a lidar com esta situação, no entanto, o que mais aterroriza as pessoas e famílias não é só a insegurança e o medo de serem atacadas dentro de sua propriedade, carro ou empresa, mas a possibilidade de que o jovem que vá entrar em cena possa ser o seu próprio filho. Este é o pior de todos os medos.
Que saudades da nossa infância, pois, o medo era apenas uma visita para as nossas noites e hoje ele anda ao nosso lado.

domingo, 26 de junho de 2011

Dia Internacional de Combate às drogas: Melhor Prevenir do que Remediar

A questão das drogas vem ocupando, cada vez mais, a atenção de todos, no mundo inteiro. O empenho em combater a evolução do problema e amenizar o estrago que provoca na saúde das pessoas, nas famílias, na sociedade é crescente, mas parece que a doença se alastra sem controle, é assustador. E o que mais impressiona é ver que as garras do vício alcançam usuários cada vez mais jovens, em plena infância.
O que ouvimos é que a saúde pública não tem estrutura suficiente para oferecer tratamento adequado àqueles que se dispõe a deixar o vício e que o problema se agrava com o crescente número de usuários e com a rapidez com que isto vem ocorrendo, dando a impressão de que pouco ou nada se tem feito a respeito, quando na verdade, o que está ocorrendo é que o problema esta tomando proporções maiores do que, talvez, se podia imaginar.
Se pensarmos a droga como uma “alternativa” compensatória para suprir as carências e frustrações das pessoas, e no seu uso em todas as idades, até mesmo de crianças e ainda, na rapidez com que ela se alastra, podemos supor que estamos diante, talvez de um problema maior, uma sociedade doente. Parece radical? Talvez! Se pensarmos as consequências e a extensão dos problemas decorrentes do uso das drogas, temos uma grande parcela da sociedade afetada, portanto, também está doente.
Estamos diante de um assunto extremamente complexo devido ao seu múltiplo aspecto causal e das questões sociais persistentes, fome, miséria, violência e desigualdade social, aliado agora à competitividade estimulada pelo mundo globalizado. Quanta frustração para ser enfrentada.
A dependência química, quando vista como doença, verifica-se também que ela não escolhe a sua vítima por credo, cor, raça, sexo, profissão e muito menos, pela posição social, rico ou pobre. Destrói a saúde e a pessoa, sem nenhuma desigualdade ou preconceito.
Sabemos que o problema é antigo em todas as culturas e sociedades, mas a dimensão em que está tomando e as projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o tema no futuro não é nada promissor.
Precisamos intensificar nossas ações no combate às drogas, agora.
Quando digo precisamos, não me refiro apenas ao governo, setores da saúde pública e privada, mas um comprometimento social com a questão.  Por se tratar de um tema abrangente e de interesse pessoal e da população, podemos nos apropriar de um dito popular e tentar transformá-lo em atitude, qual seja: é melhor prevenir do que remediar.
Digo prevenir, no sentido mais simples de sua expressão, que é a prática da ação antecipada ao problema. Trabalhar nas bases da estrutura de nossa sociedade, ou seja, nas famílias, nas escolas, nas empresas e, principalmente, nos meios de comunicação. A informação sempre foi uma grande arma na guerra pelo poder e hoje temos a internet como uma das maiores facilitadoras da interação humana no mundo globalizado. Vamos usá-la a favor desta causa.
A cultura é uma construção social comunitária, uma forma de transformar a realidade. É o esforço coletivo que constrói os valores morais e éticos de um povo. Temos duas drogas lícitas: o tabaco e o álcool, que já provaram do que são capazes, por que algumas pessoas insistem em liberar mais uma, a maconha. Porque devemos ficar fiéis a costumes que não nos faz bem.  
Possivelmente muitas pessoas já conhecem a fundo os problemas relacionados as droga e até mesmo, tenham um ente querido preso em suas garras. Estes sentem de perto a sua fúria. No entanto, é possível que muitas pessoas não tenham uma visão clara no que diz respeito às drogas, ou, pelo desconhecimento do assunto, não conseguem perceber quando esta entra em sua casa ou ainda mantenham uma visão distorcida do assunto, interpretando como uma questão de valores morais “força de vontade” e “vergonha na cara”.
É fato que as questões legais e o contrabando de drogas devem ser conduzidos pelos órgãos governamentais, mas podemos fazer nossa parte em procurar conhecer melhor o assunto, ajudar a divulgar seus males junto à nossa família, grupos que façamos parte e nossa comunidade. Uma das variáveis no processo de contato e iniciação do uso das drogas é o comportamento aprendido, por isso, devemos iniciar o processo dentro da nossa casa, na nossa família, com nossos amigos.
Não pretendo aqui criar uma “corrente do bem”, mas creio que se as pessoas que lessem esse artigo e compartilham comigo essa idéia pudessem pelo menos falar a respeito dos problemas e das consequências das drogas com um familiar, com um amigo, um colega de trabalho ou colega de escola, etc. estaríamos contribuindo para a construção de uma vida melhor, sem drogas.
Pensar atitudes preventivas no presente poderá nos livrar de remediar situações críticas no futuro.  É dito pela sabedoria popular: É melhor prevenir do que remediar.

sábado, 18 de junho de 2011

O Inverno e a fria realidade da vida

No próximo dia vinte e um de junho começa o inverno. Não é novidade, pois, trata-se apenas de mais uma estação climática do ano. O que é novidade é que, a cada ano está ocorrendo mais e mais alterações no clima, em todo o planeta. Para nós, de um país de clima tropical, estamos vivenciando algumas mudanças em nosso clima que assustam. Existem explicações científicas para estas alterações, mas não deixa de levantar velhos presságios sobre o fim dos tempos, “castigos”, etc.
O que importa é que esta estação do ano desnuda uma fria realidade da vida, a pobreza. Uma quantidade enorme de pessoas que sofrem, além do costume, com o frio intenso. Muitos casos de morte porque, para muitos, não há uma moradia digna, muito menos um cobertor, nem sequer um simples agasalho.
Muito esforço tem sido feito para amenizar esse sofrimento, uma boa parte da população melhorou sua condição de vida, e até mesmo saiu da linha da pobreza, mas estamos longe de uma solução definitiva.
A população cresce e os problemas se multiplicam e o pior, se repete em igual proporção.
O que fomenta tanta miséria? Que atitude deveria ser tomada para eliminar a pobreza? Com frequência vimos notícias de que há vagas para emprego, mas não há pessoas qualificadas. Por que será que as pessoas não levaram adiante seus estudos. Ironicamente, um dos argumentos revelados em pesquisa, é que a pessoa teve que abandonar os estudos para trabalhar e ajudar em casa. Outro dado espantoso é que apenas uma pequena parcela da população estudantil, conseguirá concluir o curso superior. Temos ainda os casos de envolvimento com drogas na adolescência e, consequentemente, interferência na vida escolar, familiar e social.  Ainda assim, algumas pessoas defendem sua legalização.  Como será a experiência de outros países com essa questão? Poderíamos aprender com a experiência dos outros?
Certa vez ouvi de um uma pessoa moradora em condição de rua que sentia muita discriminação pelo seu modo de vida e pela sua bebida, mas ela era necessária, pois, além de afogar as mágoas servia também para enganar a fome e para esquentar no frio. Ela estaria errada? Poderia ter continuado os estudos e estar trabalhando?  Mas e a qualificação!
Como disse em outra oportunidade respeito o direito de escolha e a liberdade de expressão, e é baseado neste mesmo direito que me permito esta indagação: Vivemos numa sociedade de contradições ou em uma realidade fria da vida em nossa sociedade?
O frio está aí e junto com ele muitas questões!

domingo, 29 de maio de 2011

Depoimento de um ex-tabagista

Em 31 de maio se comemora o dia mundial sem tabaco e estou feliz de fazer parte da categoria de ex-fumante, das pessoas que abandonaram o hábito de fumar.
Parece que foi ontem, mas quatro anos já se passaram desde que fumei o meu último cigarro. Não tenho a data nem a hora exata porque, desta vez, foi pra valer, me empenhei de verdade e abandonei definitivamente o vício.
Quando Leio as notícias da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que quase seis milhões de pessoas morrerão por conseqüência do tabaco neste ano, direta ou indiretamente, fico triste pelos dados alarmantes sobre os males desse vício e, ao mesmo tempo, fico feliz por não fazer mais parte desse grupo de risco.
Como a grande maioria dos fumantes, comecei a fumar ainda adolescente, período de muitas dúvidas, incertezas e grande necessidade de auto-afirmação. Junte-se a isso, uma carência afetiva enorme por fazer parte também de um grupo de crianças cujos pais se separaram. Vivia muito bem com minha mãe, mas a saudade e a falta de meu pai me consumiam. Parecia que um vazio enorme dominava o meu ser.
Era uma época em que fumar fazia parte dos costumes e da moda, além é claro, de um bombardeio diário de propagandas na mídia em geral, mostrando o glamour do fumar, o sucesso com as garotas e, acima de tudo, o homem de verdade que se tornava o fumante. Houve influência de minha família, pois, havia muitos fumantes inclusive meus ídolos, meu pai e minha estimada mãe. Era a resposta para tudo aquilo que um jovem nesta fase da vida podia esperar.
O que à época não se falava claramente, era sobre o perigo de se tornar um dependente químico da nicotina e, principalmente, do risco de contrair um câncer e outras doenças associadas ao vício de fumar. Pouco adiantaria também tomar conhecimento dos malefícios do meu vício, pois, já vivia na fantasia do sucesso e do novo ser que me transformará, era o máximo!
Minha carreira de fumante foi longa. Fumei o primeiro cigarro aos treze anos, ainda em caráter esporádico durante dois anos por questões religiosas e aos quinze anos, peguei firme e fiz carreira. Foram longos trinta e cinco anos de tabagismo!
Próximo aos dezoito anos, devido à prática de esportes, fiz minha primeira tentativa de parar de fumar e fracassei. Não entendi muito bem o que havia acontecido, mas também, ainda era muito atrativo fazer parte desse grupo seleto de pessoas que fumavam. Levei a vida adiante.
Anos mais tarde, quando já havia esquecido a última tentativa fracassada de parar, já aos vinte e cinco anos aproximadamente, quando também já se falava das possibilidades de contrair doenças, principalmente o câncer pelo hábito de fumar, fiz uma nova tentativa. Desta vez convenci a um amigo que juntos poderíamos vencer essa luta. Foram três longos dias da minha abstinência. Fiquei na maior alegria em pegá-lo fumando escondido, pois, tinha um motivo justo para romper o nosso trato. Voltei ao vício. Desta vez foi diferente, reabastecida a carga de nicotina no corpo, começou a dor na consciência e uma grande dúvida: será que não consigo parar? Será que estou viciado? Era isso que meus pais tentaram me alertar e não dei ouvido! Levei a vida adiante, só que agora com uma mágoa da derrota e um enorme sentimento de culpa.
Peguei o vácuo da brincadeira do mesmo amigo, que dizia –“deixei de deixar de fumar” e assim, continuava a alimentar o meu vício. Lembrava também do fracasso de outro amigo, que após dois anos de abstinência, voltará a fumar em uma pescaria por substituir o cigarrinho de palha usado para espantar mosquito "mutuca", pelos tradicionais cigarros de sua preferência. Claro que a estas alturas já conhecia e me apegava a alguns dados estatísticos que davam conta de pessoas no alto de seus oitenta, noventa e, até mesmo, quase cem anos, que fumaram a vida toda, desde a mais tenra infância. No calor dos debates, recorria às pessoas mais próximas que fumavam e não tinham nada, até mesmo meu falecido avô do qual tinha notícia de seu cigarrinho de palha esporádico.
Misturada à minha loucura, já aos quarenta e poucos anos, encontrava a loucura de outros que assim como eu, viviam esta angústia decorrente das várias tentativas de querer parar de fumar e não poder mais fazer essa escolha. Dentre eles se destacava um grande amigo argentino, que vivia no Brasil há muito tempo, mas não abandonava suas raízes, principalmente a tradição que trouxera da terra natal, o hábito de fumar e tomar café. Muito culto, intelectualizado, engenheiro e professor universitário e fumante inveterado. Embora tivesse suas histórias sobre as suas paradas de fumar, trazia sempre a lembrança de ter lido certa vez dois artigos que apontavam pesquisas que não encontraram determinadas doenças em pessoas fumantes, daí a conclusão de que havia algum bem no fumar. Era hilário!
Levava adiante a minha vida, agora muito consciente da enrascada em que me meterá, pois, não conseguia me libertar das garras do vício de fumar, desta poderosa droga, a nicotina. Junte-se a isso, a sociedade me pareceu madura e consciente de repente e, de um dia para o outro, notícias eram publicadas com previsões macabras sobre o vício de fumar. Os maços de cigarros estampavam pessoas vítimas do seu carrasco e as frases alertando sobre os males, os riscos e perigos do tabagismo, já não eram dissimuladas, apontam claramente para uma realidade que poderá levar muitos à morte ou a um sofrimento horrível. Meu desespero aumentava a cada dia, sentia-me preso a uma corrente invisível, cuja chave parecia ter sido jogada fora. O que será de mim? Como vou me libertar?
Chegando próximo aos cinqüenta anos, me dava conta dos prejuízos que me impunha o vício que outrora fora uma escolha pelo prazer. Consumindo quase dois maços de cigarro por dia, ou seja, aproximadamente 40 cigarros, além do ônus financeiro, já sentia um pouco da falta de fôlego em uma caminhada, uma pequena escada ou numa simples ladeira de pouca inclinação. Parecia uma chaminé ambulante, tamanho era o cheiro de fumaça que exalava.
Nesta última década recorri a muita leitura e a todos os recursos disponíveis para me auxiliar na tentativa de parar de fumar. Em várias delas parei algumas vezes uma, duas, três semanas e até mesmo, dois a três meses e recaia. Fazia parte do processo, eu sabia, mas não entendia porque não conseguia obter êxito em minhas investidas.
Finalmente, pelos mistérios que própria vida nos revela a cada dia, entendi que me faltava pronunciar e desejar de coração a palavrinha mágica, eu quero.
Finalmente encontrei meu motivo que justificava todo o sacrifício que iria passar para abandonar o cigarro, ou seja, resgatar a minha vontade, a minha auto-estima, a minha liberdade de escolha que o vício do tabaco havia me tirado.
Os primeiros três meses foram terríveis, mas não houve nenhum sintoma que me fizesse sofrer mais do que, possivelmente sofreria, se tivesse contraído uma das doenças desencadeadas pelo vício, como lamentavelmente tive notícias de alguns que morreram porque resolveram escolher arriscar.
O nosso corpo é maravilhoso, tem os recursos naturais que nos permite uma readaptação à vida, sem o vício. A cada dia, a cada mês a mente fica mais limpa, diminui a ansiedade e a depressão, resgatamos o equilíbrio psicológico.
Hoje quando olho para trás, vejo quanta ilusão e quanta fantasia me levaram ao vício e o quanto é importante estar bem, para poder enfrentar as adversidades da vida, com naturalidade. Como disse um grande amigo no auge de seu oitenta e dois anos, “a vida sem problemas não tem sentido, às vezes ganho e às vezes perco, mas vou seguindo feliz. A vida é muito boa!!!”
Não sou um ex-fumante intolerante, nem preconceituoso e, acima de tudo, respeito o direito de escolha de cada um, pois, esse é o bem maior que o Próprio Deus não ousou violar, quando estabeleceu o livre arbítrio, no entanto, acredito que quando perdemos a nossa liberdade de escolha, não somos mais donos da nossa vontade, não somos livres.
Espero que este depoimento sirva de inspiração para àqueles que têm medo ou dúvida sobre abandonar o vício do tabagismo ou qualquer outro vício que esteja impedindo de ser livre. Faça uma reflexão, encontre os seus motivos ou o motivo que lhe impulsione a pronunciar a palavrinha mágica – eu quero. Faça a sua escolha.
Boa sorte!

domingo, 22 de maio de 2011

Liberdade, uma questão de escolha!

Falar hoje em liberdade parece não ter muito significado quando se vive em um país como o nosso. O período de fortes restrições, conhecido por ditadura militar, faz parte da história. No entanto, podemos dizer que conhecemos o lado perverso e negativo da privação da liberdade, a submissão e a proibição. Aqueles que ousaram defender a prática da liberdade de escolha, pessoal ou de grupos, pagaram um preço muito alto, alguns com a própria vida. Lamentável!
Muitos países viveram essa situação, e, pior ainda, em pleno século XXI ainda se tem notícia dessa prática brutal de opressão. Agora, no entanto, muitas vezes, revestida pelo discurso de defesa da própria liberdade, ela se manifesta. O que nos leva a pensar que a opressão, a proibição sempre estará a serviço de algum interesse, individual ou de grupo. A história é a prova incontestável deste fato.
Podemos pensar também, que a liberdade no seu lado positivo é norteada pela possibilidade individual de decisão e de escolha voluntária. O homem escolheu viver em grupo, desde os primórdios da civilização e é através da busca da satisfação das necessidades individuais e de grupos que se constitui uma comunidade, uma sociedade. Viver em grupo só é possível quando se respeita o direito de escolha alheio. Quando se tem a consciência do que é meu e do que é do outro, quando se tem limites de regras e condutas, que possam atender e satisfazer ao grupo como um todo; a comunidade ou cidade na qual faça parte ou o país em que vive.
Praticar a liberdade é respeitar as diferenças.
Não falo aqui só de escolhas diferentes, mas também, da consciência pelas minhas escolhas. Algumas coisas me dizem respeito exclusivo, mas, vivo em grupo, em sociedade e tenho que pensar nas conseqüências dos meus atos. Ainda vivemos um período de transição sobre alguns aspectos da vida cultural e social. Temos ainda que por em discussão e debate algumas questões que geram um  desgaste desnecessário se houvesse essa prática da liberdade de escolha consciente.
A medicina psicossomática defende uma visão integrada do ser humano, um ser biopsicossocial, ou seja, o homem é visto como um todo em sua relação com o meio em que vive. Essa visão integrada do ser humano diz respeito às influências de seu comportamento e suas reações frente às adversidades da vida e suas escolhas, pelas características de sua constituição biológica, psicológica e social. Em resumo quer dizer que cada pessoa reage de forma diferente, frente a um mesmo fato ou estímulo.
 Isso nos remete a alguns questionamentos, principalmente sobre àqueles que possam por em risco o outro, a comunidade a sociedade.
Se pensarmos na prática da liberdade, é um direito das pessoas a escolha pelo uso de drogas, álcool, tabaco, maconha, etc. Mas também devemos analisar que os estudos sobre esses temas dizem que não há uma fronteira segura entre o uso, o abuso e a dependência de um agente psicotrópico. Temos ainda a variável do ser biopsicossocial, que pode ou não levar uma pessoa a desenvolver a dependência química, pois cada pessoa reage de forma diferente frente a um mesmo estímulo. É uma situação difícil. No entanto, podemos aprender com o que conhecemos e com o que abordamos no início de nossa conversa.  A serviço de quem ou do que está esse desejo?
No meu entender, a análise deve partir do individual para o coletivo e da defesa soberana da liberdade de escolha. Isso quer dizer que, acima de qualquer interesse, devemos conhecer as conseqüências das escolhas que vamos fazer. Dados do ministério da saúde sobre a dependência química demonstram que as drogas só trazem aspectos negativos para a pessoa, para a família e para a sociedade. Sabemos que o dependente perde o controle sobre a sua vontade, e a sua vida passa a girar em função da droga, seja ela qual for, e lhe tira a sua capacidade de escolher, a sua liberdade.
Acho que vivemos um momento delicado na sociedade. Estamos em um período de transição, em uma nova configuração social. O mundo globalizado pode nos remeter a questionamentos e desejos que talvez, ainda não tenhamos maturidade cultural, social e econômica para viver. A internet trouxe uma avalanche de informações e facilitou o acesso ao conhecimento, mas, trouxe também novos problemas que ainda estamos aprendendo a lidar. Até mesmo a pedofilia e a criminalidade já estão informatizadas.
No meio desta confusão, temos as crianças sendo bombardeadas diariamente com tantas informações envolvendo questões de crenças e valores quando ainda mal sabem ler e escrever. A sociedade está colocando muitas coisas em discussão, que corremos o risco de tirar a liberdade de desenvolver a criatividade e a liberdade de expressão. Tudo passa a ser proibido e sujeito a penalidades. Voltamos à situação inicial de podermos escolher apenas aquilo que é considerado aprovado e liberado pelo sistema de regras sociais impostas, mas não aceitas por todos.
O mundo de hoje, mais do que nunca, nos leva a conhecer e respeitar as diferenças, valorizar a liberdade, mas, só construiremos uma sociedade saudável se soubermos fazer as escolhas que possam atender as necessidades e aos interesses de todos e de suas comunidades.
As escolhas de hoje constroem a liberdade do amanhã!

domingo, 8 de maio de 2011

MAE - Meu Amor Eterno


Mãe!
Uma simples palavra, mas carregada de muitos significados.
O símbolo maior da participação humana na criação. O poder de gerar um filho.
Para muitos a âncora na constituição e manutenção de uma família. Para outros o símbolo máximo de amor, ternura e afeto e para alguns um ente sagrado, intocável.
De todas as espécies, o filhote da raça humana é o mais dependente da mãe em seus primeiros anos de vida, desde o seu nascimento. Ela traz o significado maior da vida, o alimento. Os primeiros meses, período de maternagem, são cruciais para intermediação de nossa vida com o mundo real. Somos totalmente dependentes de seus cuidados e afetos.
É o início de nossa vida no mundo simbólico, no mundo das fantasias.
 Estabelecemos uma relação de interação, de unidade e a temos como uma extensão de nosso corpo e de nosso ser. Ainda não somos capazes de distinguir o que é meu do que é dela. Vivemos os primeiros momentos de terror pela simples ameaça de sua perda, o simples afastar-se de nossa presença já provoca o pânico da inexistência.
Aos poucos vamos percebendo que somos um novo ser, começamos a descobrir os limites de nosso corpo e do nosso mundo. No entanto, nos damos conta do quão importante é o seu afago, o seu carinho e a sua paciência em tolerar a nossa as nossas angústias e incertezas, em aplacar os nossos medos e, sempre presente, com muito afeto e amor nos guiar nos primeiros movimentos e sentimentos para com a vida, ensinando-nos o que é amar.
Mãe, em sua grande maioria, é venerada pela grandiosidade de sua missão, de sua dedicação e amor para com a sua prole.  Representa a superação, a abnegação de sua existência e de seus desejos para cuidar dos seus filhos.
A vida nem sempre é generosa na relação mãe e filhos. Existem os casos em que o filho (a) não suporta a mãe e a esta, em poucas situações, não suporta o filho (a). Podemos assegurar que esse tipo de relação fugiu à regra.  E são esses casos, que acabam por contribuir para a formação de pessoas desequilibradas, revoltadas, agressivas e muitas vezes, violentas. Pois, a rejeição, principalmente de uma mãe, deixa marcas profundas na constituição e existência de um ser humano.
Não pretendemos discutir as teorias psicológicas e sociais dessa relação, mas enaltecer a relevância e a beleza do seu significado para a vida.  
Mães são eternas, porque, mesmo para àquelas que já se foram, podem estar certos, ela continua viva e presente em nosso pensamento, em nosso coração e em nossa existência.
Ela nos ensinou o significado do amor.  Ensinou-nos a amar, por isso, é o nosso amor eterno.
Obrigado mãe! ... onde quer que você esteja.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Que Mundo é Este! A Banalidade da Vida.

Desde o incidente na escola do Rio de Janeiro estive em silêncio. Tentava compreender o que havia acontecido, o que poderia justificar o comportamento doentio daquele homem. Queria escrever alguma coisa, mas nada me surgia à mente. O assunto tomava conta do noticiário, e a perplexidade se misturava à revolta e ao inconformismo por ver e ouvir a forma brutal e trágica que algumas crianças perderam suas vidas e o pior, a marca deixada na memória das pessoas em todo o país, mas principalmente, daqueles que presenciaram e vivenciaram o episódio.
Assim como muitos, meus olhos se enchiam de água e eu tentava conter um pranto que parecia emergir carregando um sentimento de medo, impotência, desespero, dó, inconformismo e frustração.  A violência tem mostrado as suas várias faces com certa regularidade em nossas vidas, mas nunca tão perto, não com presença tão brutal e marcante.
Se a liberdade tem um altar, como disse Abraham Lincoln, ex-presidente americano, com certeza a escola é um deles, pois, só o conhecimento pode libertar. E foi neste local sagrado, onde os pequenos que buscam suas asas da liberdade no conhecimento, para construírem um futuro melhor, tiveram suas vidas ceifadas, sem dó nem piedade. Num ritual que, segundo o noticiário, demonstrou um mistura de crença e insanidade.
Que mundo é este? De onde vem esta lição? Quais foram as fontes de aprendizado deste covarde carrasco. Que tipo de trauma ou sofrimento ele poderia ter sido submetido capaz de alimentar tanto ódio e tamanha insensibilidade. Não, pensei, deve ser um caso isolado. É mais um doente que rompeu a barreira da “normalidade”. Pensei ainda, será que, não irá inspirar outro “doente” a tentar repetir o feito?
Não passou muito tempo, tragédia semelhante tomava conta dos noticiários, atirador mata pessoas em shopping, na Holanda. Que mundo é este? Não deu nem tempo, da sociedade se recompor, realizar o seu luto e a insistente violência se faz presente. Novamente parei para refletir e tentar entender as semelhanças dos fatos.
Notícia divulgada hoje dando conta de um de bebê deixado em lixeira, rompeu a barreira do meu silêncio. Que mundo é este, voltei a me indagar. O que acontece com as pessoas?  Simples assim, a pessoa não está bem, vai beber, fuma uma pedra, cheira um pó, toma uma picada, dá uns tiros, mata um, mata alguns, rouba o outro, passa o carro por cima, briga, etc, etc, etc.
É a banalização com a vida. Se não é aos poucos, pelas garras dos vícios, se não atira no outro, tira a própria vida e se não dá pra fazer nada disso, joga uma vida no lixo. Embora, em qualquer dos casos, literalmente, estão banalizando a vida.
É possível colocar um pouco de luz nas minhas indagações iniciais, é a violência que muda de cara, de país, mas, é fruto da sociedade que a constrói. Inúmeros são os problemas que nos cercam e crescem a cada dia, adiar enfrentá-los, constrói a banalização da vida. Não seria esta indiferença, um “jogar no lixo”?
Banalizamos o planeta, banalizamos a água, banalizamos a vida.
 Que mundo é este!  

quinta-feira, 31 de março de 2011

Fome! Uma dura realidade que nutre o crescimento da sociedade moderna

O que devemos pensar no dia da saúde e nutrição? E no dia mundial da saúde? Ou ainda, no Dia Mundial da Alimentação?
Poderá haver saúde se não houver nutrição? Para nutrir e criar hábitos alimentares é necessário ter alimento, mas alimento disponível à mesa de todos.  Muitos são os argumentos que podem explicar a falta do alimento, mas justifica? Não, não há nada que possa justificar um ser vivo ser privado de se alimentar, de morrer por falta do que comer, principalmente quando se trata de um ser humano.  Alimento é vida.
Parece que há um desconforto generalizado em falar abertamente sobre a fome, pois, não há no calendário um “Dia Mundial de Combate a Fome e a Miséria”. Leva-me a pensar que paira no ar uma negação, e que esse mal estar é uma “culpa” coletiva inconsciente. Assumir que existe o problema da fome significa assumir que deixei de fazer algo a respeito ou que poderia ter feito e não fiz. É um círculo vicioso que acaba encontrando uma saída na forma amenizada de falar e apresentar o problema. A fome é traduzida por insegurança alimentar, necessidade de nutrição, dia da alimentação, dia da saúde, mas, e a comida, o pão que alimenta o corpo, onde está?
Se prestarmos atenção aos noticiários, vamos ver que são divulgadas diariamente, em todos os veículos de comunicação, as grandes catástrofes, as guerras, as questões econômico-financeira e as divergências político partidárias de vários países, as notícias sobre morte de uma celebridade ou de muitas pessoas por acidentes, por conseqüência das catástrofes, por abuso de poder, por abuso de violência de toda natureza, por doenças, etc., mas, em momento algum, pelo motivo da fome.  Que constrangimento social é este que, por magia, não se comenta.  O que ou a quem estamos protegendo?
Existem alguns movimentos, campanhas e programas de combate a fome em toda parte do globo, temos que reconhecer. No entanto, parece se tratar de uma luta de maior complexidade e que vai requerer maior comprometimento dos governantes e da sociedade como um todo, porque os números e as condições em que se encontra o problema são assustadores.
Segundo estatísticas divulgadas em vários sites na internet, apresentam os seguintes dados:
- Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo.
- 11 mil crianças morrem de fome a cada dia.
- Um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresenta atraso no crescimento físico e intelectual.
- 1,3 bilhões de pessoas no mundo não dispõem de água potável.
- 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso.
- Uma pessoa a cada sete padece de fome no mundo.
Estabelecer datas comemorativas ou baixar decretos dizendo que comer é um direito das pessoas ajuda, mas ainda não é suficiente por que as projeções futuras só apontam para a piora da situação.
Uma coisa nós sabemos, a fome é filha ou herdeira legítima da desigualdade social.
Contra fatos não há argumentos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A Eterna Luta do Combate às Drogas e Alcoolismo

Dia 20 de fevereiro é o Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo e traz consigo novas lições e velhas questões sobre o assunto. Pois, a cada ano, ao se fazer o balanço sobre o tema, vimos que o estrago, normalmente, é grande. Entre os prós e os contras, a balança pesa mais para o lado dos contras.  O que nos leva também a um questionamento antigo: Há drogas e Álcool por que tem fornecedor, ou porque tem usuário? Se não houvesse usuário, haveria fornecedor?
Polêmicas à parte, até mesmo por se tratar de um assunto muito complexo e, a estas alturas, a loucura já está instalada. Chamo de loucura porque me parece uma luta eterna e sem fim, pois os vícios estão muito presentes, em toda a história da humanidade, em todo o mundo.
Vejo como positivo qualquer movimento, qualquer ação que possa desencadear o questionamento, a reflexão e, principalmente, a conscientização de cada pessoa sobre essa questão.  Como já me referi anteriormente, muitas famílias padecem com esse problema por terem um ente querido preso nas garras do vício, que, diga-se de passagem, cresce assustadoramente o consumo das drogas e do álcool na nossa sociedade.
Acho que a tomada de consciência quer na esfera individual, familiar e por fim, na sociedade como um todo, é um grande passo para se achar a melhor forma de lidar com esta questão.
Também citei em um de meus escritos no blog, que esta nova configuração social, trazida pela globalização, trouxe  maior velocidade e novas formas de comunicação, mas também, novas formas do adoecer psíquico. Com certeza, nossos antepassados viviam situações de muito estresse, que os levavam a buscar um alívio para seus sofrimentos, e o álcool e o ópio, a partir de um determinado período eram suas alternativas, como nos conta a história. Herdamos, portanto essa carga genética do corpo e me parece que também da mente, pois, não sabemos viver sem uma “bengala” que nos ajude a suportar a carga do dia a dia.
Podemos crer que os jovens e as pessoas, de uma forma geral, estão também mais informados, mais comprometidos com o que está acontecendo ao seu redor. O processo de aprendizado e informação é hoje numa velocidade assustadora e se dá, cada vez mais cedo.  Ouvi uma reportagem há pouco tempo, em que dava conta de uma pesquisa realizada na Inglaterra com crianças de até cinco anos de idade, onde constataram que muitos tinham dificuldade de segurar um lápis para escrever, mas já sabiam manusear um mouse de computador com muita facilidade. Por isso, acredito no processo de conscientização e vejo como positivo qualquer ação e informação orientadora sobre os males causados pelas drogas e pelo alcoolismo. Daí a importância de bons amigos, da prática esportiva e tantas outras atividades sadias, sem necessidade do vício.
Quero ressaltar a importância do comprometimento de todos de todas as profissões, das empresas, das escolas, dos nossos governantes, em propiciar o acesso à informação e o esclarecimento sobre estas questões.

A frase do escritor russo Leon Tolstoi é bem presente para a reflexão: “Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”.
Claro que devemos respeitar a liberdade e as escolhas de todo mundo. No entanto, não podemos nos omitir em fazer uso de todas as ferramentas e meios de comunicação, para mostrar ao usuário de droga e de álcool que o que ele esta perdendo para o vício é, exatamente, sua liberdade de escolha.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Datas que Marcam uma Vida

O nosso calendário registra no mês de fevereiro três datas especiais, que embora em distintos motivos, têm uma afinidade muito grande. No dia 14/02 é o dia da Amizade, no dia 19/02 é o dia do Esportista e no dia 20/02, dia Nacional do Combate às drogas e ao alcoolismo.
Tem ou não tem afinidade? Deixe-me explicar o meu ponto de vista.
Em toda a existência de qualquer ser humano, logo nos primeiros momentos de nossas vidas, buscamos um amigo, aquele que compartilhará conosco os bons e os maus momentos. Depois dos pais, é a pessoa mais importante em nossa vida. Colegas são muitos, mas amigo; amigo de verdade, serão poucos, talvez apenas um.
O interessante é que em prol da amizade topamos qualquer parada, lutamos com qualquer um e superamos qualquer obstáculo. Este relacionamento pode nos levar para uma vida saudável, boas turmas, bons ambientes, e até mesmo, incentivar a atividade esportiva, como pode também, nos conduzir para o caminho contrário, muitas vezes às drogas ou alcoolismo. Não que o amigo, ou amigos nos amarre e coloque em nossa boca, mas, geralmente, esse vínculo se dá em um momento em que o ser humano passa por uma das fases de desenvolvimento mais complicado e da maior importância, a formação de sua identidade, no período da adolescência. Claro que tem muitas outras questões envolvidas neste processo e neste período, mas poder dizer – meu amigo (a), ter uma amizade nesta época, não tem preço que pague. É tão lindo e especial como o primeiro amor. Se é que o amigo (a) já não o seja.
Muito tem sido feito para esclarecer sobre os males das drogas e do álcool, mas sentimos que ainda não foi o suficiente haja vista, as constantes notícias de acidentes envolvendo o alcoolismo e os inúmeros problemas relacionados às drogas.
 Quantos jovens, quantas famílias sofrem com esses males.
A atividade esportiva tem sido incentivada e podemos ver crescer o interesse de muitos jovens em praticar algum esporte, em levar seu melhor amigo para compartilhar o prazer de viver bem, com saúde. É o desenvolvimento da geração saúde, sem drogas, sem álcool.
Curiosamente, estes mesmos componentes, drogas e álcool, estão presentes nas escolas, nas famílias, nas “rodas” de amigos e até mesmo no trabalho. É um produto que parece preencher um vazio geral na pessoa, nos grupos e na sociedade. Acredito que a conscientização é a melhor forma de lutar contra estes males e que poderá durar muito tempo, pois é parte integrante dos costumes de nossa sociedade, que é passado de geração a geração, fora os interesses econômicos envolvidos nestas questões.
Espero que nestas datas as pessoas possam refletir sobre suas vidas, suas famílias e pensarem uma nova forma de contribuírem para acabar ou, pelo menos, minimizar o problema.
É um bom momento para ligar para aquele (a) grande amigo (a) e dar-lhe um forte abraço. Se não for possível, será um motivo para relembrar os bons momentos, que com certeza, todos já passaram com um grande amigo(a) e, principalmente, ver que a alegria é inerente ao ser humano e não é preciso uso de drogas e álcool para ser feliz.
A amizade nos revela a capacidade de amar o outro e a própria vida. Pense nisto!

domingo, 23 de janeiro de 2011

São Paulo - A cidade que cresce de todos os sonhos

A Cidade, “Da dura poesia concreta de tuas esquinas”, retratada por Caetano Veloso em sua canção SAMPA, cresceu e virou SÃO PAULO.  É impossível falar do aniversário da cidade e não se lembrar desta música. É impossível pensar no que acontece em São Paulo e não pensar que “Alguma coisa acontece no meu coração”, pois, o seu crescimento, a sua grandiosidade se mistura ao crescimento de todos que por aqui estiveram. Que para muitos “...foste um difícil começo”...mas,  “ Aprende depressa a chamar-te de realidade”.
As histórias de sucesso e de fracasso de muitos, se misturam à história de São Paulo. Ao mesmo tempo em que acolhe, ela empilha. ... “Do povo oprimido nas filas, nas vilas, nas favelas”. É a consequência do desenvolvimento e da velocidade de seu crescimento, e... “Da força da grana que ergue e destrói coisas belas”.
 A cidade que não dorme, possibilita o sonhar!
Quantos sonhos, desejos e realizações passaram de geração para geração em seus 457 anos.
 A cidade é de todos nós, pois, de toda a parte do país e de todas as partes do mundo ela acolheu os migrantes e imigrantes. Pessoas, famílias inteiras, que, para realizarem um sonho, encontraram em São Paulo a hospitalidade, a oportunidade de uma terra fértil, porém árdua que, por vezes, “... Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas...” também, apagou muitas vidas, muitos sonhos.  
Esse foi o preço daqueles que se permitiram sonhar na cidade que não para de crescer.
É interessante lembrar que um dia antes do aniversário de São Paulo, no país é comemorado em 24 de janeiro, o dia Nacional do Aposentado. Os filhos mais “velhos”, que muito fizeram pela cidade, agora precisam que ela comece a fazer por eles.
É necessário baixar o “preço” da desigualdade e da discriminação.
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), publicados em 2010, a população do país será de 228 milhões até o ano de 2025 e também, que houve um aumento na expectativa de vida da população de 66 anos em 1990 para 73,1 anos em média, em 2009.
Sabemos que São Paulo responde por uma grande parcela da população do país e, consequentemente, da população de idosos (acima de 65 anos). Espero que a cidade da oportunidade seja também, a cidade da menor desigualdade e da maior justiça social.
Independente de regionalização é um assunto que requer maior atenção dos governantes e que poderemos discutir maiores detalhes, em outra oportunidade. Esta semana é de festa.
Parabéns São Paulo!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A internet como meio de comunicação

Acho importante usarmos os recursos e as ferramentas que a rede oferece para interagirmos com as pessoas e compartilharmos nossas idéias, pensamentos e opiniões. A globalização trouxe nova configuração social, novas formas de interação, novos valores e costumes, novas formas do adoecer psíquico. Essa mudança e a velocidade com que as coisas acontecem hoje, exige das pessoas uma nova postura frente à esta diversidade de informações. Os psicólogos passam a ocupar um papel relevante dentro deste contexo, para ajudar as pessoas a lidarem com esta nova realidade. De uma forma geral, todos os profissionais de saúde estão sendo acionados com maior constância neste momento. É isso que me leva a compartilhar com os amigos, algumas questões que julgo importantes e passarei a expressar minhas opiniões e impressões sobre nossa nova realidadade. Agradeço antecipadamente àqueles que compartilharem comigo desta jornada.